O Brasil acaba de dar um passo importante rumo ao protagonismo global no turismo de negócios. Pela primeira vez, o país entrou no Top 15 do Ranking ICCA 2024 (International Congress and Convention Association), que avalia os principais destinos do mundo para congressos e eventos internacionais.
A conquista foi anunciada no dia 20 de maio, durante a IMEX Frankfurt, uma das maiores feiras do setor, e coloca o Brasil como líder absoluto na América Latina e terceiro colocado entre todas as Américas, atrás apenas de gigantes como Estados Unidos e Canadá.
Mas a boa notícia não para por aí: o país registrou um salto de 50% no número de eventos internacionais em relação ao ano anterior. Em 2024, foram 234 encontros com perfil ICCA, superando com folga a meta estipulada pelo governo federal e demonstrando o vigor de um setor que movimenta bilhões e transforma realidades por onde passa.
Embora muitas vezes ofuscado pelo turismo de lazer, o turismo de negócios é um verdadeiro motor da economia nacional. Os turistas corporativos costumam gastar até três vezes mais que os visitantes tradicionais, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços.
Além do impacto econômico direto, os eventos deixam legados duradouros: movimentam o mercado de trabalho, fomentam a inovação, qualificam profissionais e colaboram com o desenvolvimento sustentável das cidades-sede.
Interiorização ganha força
Um dado que chama a atenção é a expansão do turismo de negócios para o interior do Brasil. Em 2024, 42 municípios brasileiros sediaram eventos reconhecidos pela ICCA — um crescimento de 61,5% em relação ao ano anterior. Cidades como Foz do Iguaçu, que teve um aumento de mais de 150% no número de eventos, mostram que a interiorização não é só possível, como necessária.
Brasília, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro também se destacaram no ranking, reforçando a diversidade geográfica da oferta brasileira e a capacidade do país de atender diferentes perfis e tamanhos de eventos.
Conectividade que impulsiona
Outro fator crucial para o avanço do Brasil no cenário mundial é a melhora na conectividade aérea. Dados da Anac mostram que, só em abril, a aviação doméstica transportou 7,9 milhões de passageiros, um aumento de 9,6% em relação a 2023 e o melhor resultado para o mês desde 2015. No mercado internacional, a alta foi ainda mais expressiva: 27,5% de crescimento, totalizando 1,9 milhão de viajantes.
Essa malha aérea mais robusta facilita o acesso aos destinos de eventos e fortalece toda a cadeia produtiva do turismo de negócios.
A presença no ranking ICCA também é reflexo de uma estratégia de promoção internacional mais estruturada. O novo Plano de Marketing Internacional do Turismo Brasileiro, lançado pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, tem ações previstas até 2027 para consolidar a imagem do Brasil no exterior. O plano aposta em campanhas promocionais, presença em feiras globais e parcerias com entidades do setor, como ABEOC Brasil, UneDestinos e UBRAFE.
Essa articulação estratégica posiciona o Brasil não apenas como um destino de belezas naturais, mas como uma potência global para eventos associativos e corporativos, com infraestrutura, hospitalidade e diversidade que encantam organizadores e participantes do mundo todo.
A conquista da 15ª posição mundial no ranking da ICCA coloca o Brasil no radar de tomadores de decisão internacionais e abre novas frentes para atração de investimentos, geração de empregos e crescimento sustentável.





































