A rede pública de saúde do Distrito Federal está adaptando a vacinação contra o pneumococo para ampliar o uso da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20). Durante esse período, moradores poderão receber diferentes vacinas, conforme a faixa etária, as condições clínicas e as doses registradas anteriormente.
A mudança deverá resultar, ao fim da transição, na utilização exclusiva da pneumo 20. Até lá, os esquemas poderão incluir as vacinas pneumo 10, pneumo 13, pneumo 20 e pneumo 23, seguindo as orientações estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
No calendário infantil, bebês recebem a primeira dose da pneumo 20 aos 2 meses. Aos 4 meses, é aplicada a pneumo 10, e uma nova dose da VPC20 é administrada como reforço aos 12 meses.
Caso a vacinação esteja atrasada, o esquema poderá ser atualizado antes de a criança completar 5 anos. A equipe responsável pela vacinação verificará as doses anteriores para determinar quais ainda precisam ser administradas. Crianças que já concluíram o esquema básico e receberam o reforço não terão indicação de uma dose extra da VPC20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para quem já recebeu outras vacinas contra o pneumococo, a adoção da VPC20 também não representa necessidade automática de revacinação. Cada situação será analisada individualmente, levando em consideração o histórico de doses e os critérios previstos para cada público.
A pneumo 23, por sua vez, permanecerá destinada a grupos específicos. Idosos a partir dos 60 anos estão entre os contemplados quando vivem em instituições fechadas, como casas de repouso, unidades de longa permanência, centros geriátricos e instituições semelhantes. A vacina não faz parte da rotina de vacinação de toda a população idosa que vive na comunidade.
Também há indicação da pneumo 23 para pessoas a partir dos 2 anos com determinadas condições que elevam o risco de complicações provocadas pelo pneumococo. Entre elas estão cardiopatias crônicas, doenças pulmonares, asma moderada ou grave e situações de imunossupressão. O esquema varia conforme a condição de saúde e o histórico de vacinação.
Há ainda orientação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos que não tenham comprovação de vacinação com vacinas pneumocócicas conjugadas.
A vacinação busca prevenir infecções provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Além de doenças frequentes, como otite e sinusite, o microrganismo pode estar associado a quadros mais graves, como pneumonia, meningite e infecções generalizadas.
Quem não souber quais doses já recebeu deve procurar uma unidade básica de saúde para verificar a situação vacinal. A orientação é apresentar a caderneta de vacinação e, quando necessário, documentos relacionados à condição clínica. No Distrito Federal, o serviço de vacinação pode ser acessado em qualquer UBS, independentemente do endereço de residência.










































