O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), elevou o tom contra o senador e candidato ao Governo de Goiás Wilder Morais (PL) nesta sexta-feira (4/9) e ampliou a crise interna entre as lideranças do partido no estado. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito rebateu críticas feitas pelo senador e classificou a candidatura do correligionário como um “projeto falido”.
A reação veio depois de Wilder criticar Márcio durante sabatina ao portal Mais Goiás. Na resposta, o prefeito usou uma série de expressões para provocar o senador, entre elas “sabor Cachoeira”, “sabor Moraes”, “sabor Messias”, “sabor rabo preso” e “sabor preguiça”.
“Mas o seu sabor, senador, é sabor amargo da derrota, por essas atitudes”, disparou Márcio. O prefeito ainda cobrou que Wilder dedique mais tempo à apresentação de propostas e projetos para Goiás, em vez de concentrar esforços em ataques políticos.
O embate trouxe de volta episódios da trajetória do senador. Ao citar Carlinhos Cachoeira, Márcio fez referência às gravações reveladas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que mostraram diálogos entre Wilder e Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
O prefeito também mirou a atuação de Wilder em episódios ligados ao Supremo Tribunal Federal. Um deles envolve Alexandre de Moraes: em 2017, durante a indicação de Moraes para uma vaga na Corte, Wilder participou da articulação política em torno do nome apoiado pelo então presidente Michel Temer.
As críticas surgem em meio ao agravamento da divisão interna do PL goiano. Márcio anunciou apoio à reeleição de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás, decisão que provocou reação dentro da legenda e levou à abertura de procedimento partidário contra o prefeito.
Mesmo apoiando Daniel na disputa estadual, Márcio sustenta que segue alinhado a candidaturas de direita em outras disputas, e cita nomes do próprio PL para justificar sua permanência no partido.
No vídeo, o prefeito ainda criticou a condução da campanha de Wilder, afirmando que o senador estaria distante das ruas e da população. Em outro momento, voltou a chamar o projeto eleitoral do correligionário de “falido” e disse que aliados estariam deixando o grupo.
A troca de acusações transforma a divergência interna do PL em confronto público entre duas das principais figuras do partido em Goiás. De um lado, Wilder Morais, presidente estadual da legenda e candidato ao governo; do outro, Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis, um dos principais colégios eleitorais do estado.










































