A disputa pelo governo do Distrito Federal ganhou seu primeiro movimento formal neste sábado (15). A governadora Celina Leão (PP) registrou junto à Justiça Eleitoral o pedido para concorrer à reeleição em outubro. O ato foi feito horas antes do fechamento do prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esse tipo de registro, que valia também para candidaturas à Presidência, governos estaduais, Senado e Câmara.
O que aconteceu
Celina Leão protocolou a documentação que a credencia como candidata ao Palácio do Buriti ao lado do nome escolhido para vice Gustavo Rocha (Republicanos), que deixou recentemente um cargo de confiança no primeiro escalão do governo para se dedicar à campanha. Juntos, eles representam uma coligação ampla, formada por mais de dez legendas, que passa a sustentar oficialmente a candidatura nas urnas.
Por que isso importa
O registro de candidatura é o ponto em que promessas de bastidor viram compromisso formal perante a Justiça. Até aqui, apoios políticos podiam ser anunciados, desfeitos ou reconfigurados sem consequência jurídica. A partir do protocolo, no entanto, a aliança formalizada passa a valer oficialmente para a disputa — e qualquer mudança relevante de rota exige trâmites bem mais complexos.
E agora, o que vem pela frente?
Com o pedido protocolado, a bola passa para o campo da Justiça Eleitoral, que tem a partir de agora a tarefa de analisar se toda a documentação está de acordo com as exigências legais. Na prática, isso significa checar elegibilidade, regularidade partidária e eventuais pendências que possam travar o registro — um processo que, salvo imprevistos, tende a ser mais burocrático do que decisivo.
Enquanto isso, a campanha de Celina Leão já sinaliza que vai apostar numa combinação de dois discursos: a defesa do que foi feito no atual mandato e a apresentação de um plano de metas para os próximos quatro anos.
O panorama da disputa
Com a base política amarrada e a candidatura formalizada, Celina Leão entra na campanha eleitoral com uma vantagem estrutural: uma coligação numerosa, que amplia o espaço de propaganda no horário eleitoral e multiplica o número de palanques espalhados pelas regiões administrativas do DF.





































