A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aproveitou a convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, neste domingo (2), para apresentar as linhas que devem conduzir sua campanha nos próximos meses. Em um discurso marcado por referências à própria trajetória política e à gestão à frente do Palácio do Buriti, ela buscou associar sua candidatura à continuidade de políticas públicas, ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres e ao equilíbrio das contas do governo.
Sem anunciar novas propostas, Celina concentrou a fala na prestação de contas da administração e na construção de uma narrativa baseada na experiência acumulada em diferentes cargos públicos. Ao lembrar a atuação como deputada federal, vice-governadora e, mais recentemente, governadora, afirmou que cada etapa da carreira esteve ligada ao compromisso de ampliar políticas voltadas às mulheres.
Segundo ela, ações como a ampliação da rede de acolhimento às vítimas de violência, o pagamento de auxílio-aluguel para mulheres em situação de vulnerabilidade, a expansão das Casas Abrigo e o programa Viva Flor representam a transformação de iniciativas legislativas em políticas efetivas de governo.
Ao tratar da administração do Distrito Federal, a governadora reconheceu que assumiu o comando do Executivo em um momento de dificuldades financeiras e afirmou que a prioridade foi reorganizar as contas públicas antes de ampliar investimentos. Na avaliação da candidata, a experiência administrativa se tornou um diferencial para enfrentar esse cenário.
Ao longo do discurso, Celina citou medidas adotadas nos primeiros meses da gestão, entre elas a redução de despesas consideradas não prioritárias, o reforço da rede pública de saúde com novas contratações, a compra de cirurgias e consultas na rede privada para diminuir filas de espera e a reforma de hospitais.
A área social também ocupou espaço relevante na manifestação. A governadora destacou ações de regularização fundiária, expansão da infraestrutura urbana em comunidades que ainda não contavam com pavimentação, iluminação e redes de água e energia, além da entrega de lotes habitacionais e da ampliação do programa GDF na Sua Porta, criado para levar serviços públicos às regiões administrativas.
Outro eixo explorado foi o desenvolvimento econômico. Celina afirmou que pretende manter o incentivo à iniciativa privada como estratégia para geração de empregos e atração de investimentos, defendendo que o papel do Estado deve ser o de criar condições para o crescimento econômico sem deixar de atender a população em situação de maior vulnerabilidade.
Na reta final da fala, a governadora procurou reforçar o discurso de unidade política. Ao lado do candidato a vice-governador, Gustavo Rocha (Republicanos), e das candidatas ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), apresentou a chapa como resultado de uma aliança construída antes do início da campanha e afirmou que o grupo reúne experiência política e administrativa.
Celina também voltou a associar sua trajetória ao trabalho desenvolvido em favor das mulheres, afirmando que a presença feminina na chapa majoritária simboliza um projeto de governo voltado ao cuidado e à gestão pública. A referência apareceu de forma recorrente ao longo do pronunciamento e foi utilizada como um dos principais elementos de identidade da campanha.
Ao encerrar o discurso, a governadora adotou um tom mais pessoal. Agradeceu o apoio da família, de lideranças religiosas e dos partidos aliados e afirmou que pretende responder às críticas durante o período eleitoral com a apresentação dos resultados da gestão. Sem mencionar diretamente adversários pelo nome, defendeu que a eleição será uma oportunidade para comparar projetos administrativos e reafirmou que buscará um novo mandato sustentada pelo histórico de ações implementadas à frente do Governo do Distrito Federal.







































