As famílias do Distrito Federal já podem contar com uma proteção mais ampla contra doenças pneumocócicas na rede pública de saúde. Desde esta quarta-feira (17), todas as unidades básicas de saúde (UBSs) passaram a disponibilizar a vacina pneumocócica 20 (VPC20), que amplia a cobertura contra infecções provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae.
A principal novidade é o aumento da proteção oferecida pelo imunizante. Enquanto a vacina utilizada anteriormente abrangia dez sorotipos da bactéria, a nova formulação passa a proteger contra 20, fortalecendo a prevenção de enfermidades como pneumonia, meningite e otite, que estão entre as principais causas de complicações, internações e mortes evitáveis na infância.
De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, a atualização do esquema vacinal representa um avanço para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo ela, a ampliação do número de sorotipos contemplados aumenta a capacidade de prevenção e acompanha a evolução das estratégias de combate às doenças pneumocócicas.
A implantação da VPC20 ocorrerá de forma gradual. Durante o período de transição, a Secretaria de Saúde continuará utilizando as vacinas atualmente disponíveis até o fim dos estoques, seguindo os protocolos definidos pelo calendário nacional de vacinação. Crianças que já concluíram o esquema com a vacina pneumocócica 10, composto por duas doses e um reforço, não precisarão receber uma dose complementar.
No Distrito Federal, aproximadamente 66,5 mil crianças com menos de quatro anos fazem parte do público prioritário da vacinação de rotina. A meta da Secretaria de Saúde é alcançar cobertura de 95% desse grupo, percentual considerado fundamental para reduzir a circulação da bactéria e ampliar a proteção coletiva.
Para receber o imunizante, basta procurar uma unidade básica de saúde com a caderneta de vacinação da criança e um documento oficial com foto. A lista completa das UBSs está disponível nos canais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Além de ampliar o acesso a uma vacina que, na rede privada, custa mais de R$ 500, a incorporação da VPC20 ao calendário público representa um reforço na estratégia de prevenção de doenças que ainda figuram entre as principais ameaças à saúde infantil.






































