As máquinas voltaram a ganhar força em Vicente Pires com o início do período de estiagem. Aproveitando as condições climáticas mais favoráveis à execução de serviços de infraestrutura, o Governo do Distrito Federal concentra esforços na fase final das obras de urbanização da região, considerada uma das mais afetadas por problemas de drenagem ao longo dos últimos anos.
Na Colônia Agrícola Samambaia, três intervenções ocorrem simultaneamente. Uma delas é a pavimentação de um trecho de aproximadamente 400 metros da Avenida Contorno, onde a rede de drenagem já foi concluída. O serviço deve melhorar a circulação de veículos e reduzir os transtornos enfrentados pelos moradores durante os períodos de chuva.
Outra frente de trabalho está localizada na Rua 04, onde equipes executam a instalação de um Túnel Liner, técnica utilizada para implantar estruturas subterrâneas sem a abertura de grandes valas. O método reduz os impactos na rotina da comunidade e permite maior agilidade na execução dos serviços.
As obras também incluem a construção de dissipadores de energia em diferentes pontos da região. Esses dispositivos desempenham papel importante no controle da velocidade das águas pluviais, ajudando a prevenir erosões e danos à infraestrutura urbana.
A expectativa da Secretaria de Obras e Infraestrutura é acelerar a implantação das galerias de águas pluviais e da pavimentação definitiva nos próximos meses. A estratégia é concluir o maior volume possível de serviços antes da chegada do próximo período chuvoso.
O conjunto de intervenções integra um investimento de R$ 50 milhões e representa a etapa final do processo de urbanização de Vicente Pires. Ao longo dos últimos anos, a região recebeu sucessivas obras voltadas à ampliação da drenagem, à recuperação de vias e à melhoria das condições de mobilidade.
Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o impacto das intervenções vai além das mudanças visíveis na paisagem urbana. “São obras que resolvem problemas antigos e oferecem mais segurança para os moradores. Quando a drenagem funciona adequadamente, diminuem os riscos de alagamentos, erosões e prejuízos causados pelas enxurradas”, destacou.
Com o avanço dos trabalhos, a expectativa é que áreas que, durante anos, conviveram com transtornos provocados pelas chuvas passem a contar com uma infraestrutura mais preparada para enfrentar os desafios do crescimento urbano e das condições climáticas da capital.





































