Minas Gerais atingiu o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história e ultrapassou a média nacional, segundo levantamento divulgado nesta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o IBGE. O estado chegou ao índice de 0,809 — acima dos 0,805 registrados pelo Brasil — e consolidou presença na faixa considerada de desenvolvimento “muito alto”.
O resultado representa um avanço em relação a 2012, quando Minas aparecia com IDHM de 0,787. Em pouco mais de uma década, o estado atravessou uma mudança de patamar impulsionada por indicadores ligados à renda, educação e longevidade, os três pilares usados no cálculo do índice.
O governador Mateus Simões atribuiu o resultado às políticas públicas implementadas nos últimos anos. “Este índice é a prova de que as políticas que implementamos nos últimos anos chegaram onde precisavam chegar: na vida real das pessoas”, afirmou. Segundo ele, o avanço reflete melhorias concretas no acesso à saúde, educação e geração de renda.
Os dados do mercado de trabalho ajudam a explicar parte da evolução. Minas registrou no último trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego de sua série histórica. Desde 2019, o estado criou mais de 1 milhão de empregos formais, enquanto o ambiente de negócios atraiu mais de R$ 500 bilhões em investimentos. Apenas em 2025, foram abertas mais de 114 mil empresas, número que representa crescimento de 116% na comparação com 2019.
Na área da educação, o programa Trilhas de Futuro se tornou uma das principais vitrines do governo estadual. A iniciativa já ofertou cerca de 374 mil vagas em cursos técnicos e ultrapassou a marca de 100 mil profissionais formados. Atualmente, mais de 115 mil estudantes estão em formação em 143 municípios mineiros, em cursos que vão de enfermagem a design gráfico.
Além da qualificação profissional, o estado ampliou os investimentos em alimentação escolar. Desde 2019, mais de R$ 2 bilhões foram destinados ao programa que atende cerca de 1,5 milhão de estudantes da rede estadual.
Na saúde, o governo mineiro ampliou investimentos em atenção básica, hospitais e vacinação. O estado afirma ter universalizado o Samu nos 853 municípios mineiros e destinado quase R$ 1 bilhão para a conclusão de hospitais regionais, além de recursos para ampliar cirurgias eletivas, que superaram 1 milhão de procedimentos em 2025.
Também houve expansão em programas voltados à saúde materno-infantil e à prevenção de doenças. Entre as medidas citadas estão a ampliação do Teste do Pezinho para 64 doenças e a aplicação recorde de 16,4 milhões de vacinas no ano passado.
Para o secretário interino de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, o índice sintetiza os efeitos sociais das políticas públicas. “O IDHM não é um indicador abstrato. Ele mede qualidade de vida”, disse.
O IDHM varia de 0 a 1 e é calculado a partir de indicadores de expectativa de vida, escolaridade e renda da população. A metodologia utilizada pelo Pnud considera dados da Pnad Contínua e avalia todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal e regiões metropolitanas.




































