O Governo do Distrito Federal lançou nesta terça-feira (26) a Operação Verde Vivo 2026, estratégia voltada à prevenção e ao combate aos incêndios florestais durante o período de seca na capital. Coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a ação foi apresentada em frente ao Palácio do Buriti em meio ao estado de emergência ambiental decretado pelo GDF para o período entre abril e dezembro deste ano.
Durante a solenidade, a governadora Celina Leão afirmou que o Distrito Federal precisará intensificar medidas preventivas diante da previsão de uma estiagem mais severa em 2026. O alerta ocorre em paralelo às projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicam possibilidade de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre, cenário que pode elevar temperaturas e reduzir o volume de chuvas no Centro-Oeste.
Segundo o CBMDF, entre 170 e 200 bombeiros atuarão diariamente, de forma exclusiva, no combate aos incêndios em vegetação. As equipes serão distribuídas em 12 postos estratégicos, além das 33 unidades operacionais da corporação espalhadas pelo DF.
Em situações de maior gravidade, o efetivo poderá chegar a 1,5 mil militares mobilizados por dia, incluindo reforços administrativos e operacionais.
A estrutura da operação prevê até 35 viaturas dedicadas exclusivamente ao combate às queimadas. O aparato inclui ainda sopradores, mochilas costais, abafadores, motobombas e ferramentas usadas em áreas de vegetação. O apoio aéreo contará com dois aviões Air Tractor, um helicóptero e drones para monitoramento de focos de incêndio.
Celina Leão também reforçou o apelo à população para evitar queimadas ilegais e incêndios provocados por negligência. Segundo ela, parte significativa das ocorrências registradas no ano passado teve origem humana, seja por descuido ou ação criminosa.
A Operação Verde Vivo integra o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCif), que reúne diferentes órgãos do governo local e instituições ambientais. Participam da força-tarefa a Secretaria do Meio Ambiente, o Brasília Ambiental, o Jardim Botânico de Brasília, a Defesa Civil, a Polícia Militar e a Secretaria de Saúde, além do apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As ações estarão concentradas em áreas rurais, unidades de conservação e regiões historicamente mais atingidas por incêndios florestais. O plano inclui monitoramento constante, manutenção de aceiros — faixas abertas para impedir a propagação do fogo — e campanhas educativas voltadas a moradores, estudantes, produtores rurais e motoristas.
O governo também pretende ampliar ações de conscientização sobre os riscos da queima irregular de lixo, entulho e restos de poda, práticas que costumam contribuir para o aumento dos incêndios durante a seca no Cerrado.





































