Caminhar por Ceilândia tornou-se mais simples e seguro. A cidade ultrapassou a marca de 100 quilômetros de calçadas implantadas, um volume que muda a dinâmica dos deslocamentos urbanos e reposiciona o pedestre no centro do planejamento viário da maior região administrativa do Distrito Federal.
O resultado é fruto de uma sequência de obras executadas nos últimos anos, com foco em áreas de intenso fluxo e na conexão entre equipamentos públicos, comércio e serviços essenciais. A estratégia, conduzida pelo Governo do Distrito Federal, busca corrigir gargalos históricos de acessibilidade e organizar espaços antes dominados pelo tráfego de veículos.
Atualmente, um novo trecho está em implantação: cerca de 4 km de calçadas na QNN 27, em Ceilândia Norte, nas proximidades do Sesc Ceilândia. A região concentra grande circulação diária e, com a obra, passa a contar com passeios mais amplos, contínuos e adequados para pessoas com deficiência, idosos e crianças.
A execução está sob responsabilidade da Novacap, que adota critérios técnicos voltados à acessibilidade universal e à durabilidade das estruturas. O objetivo é garantir que os passeios atendam às normas e resistam ao uso intenso, evitando intervenções recorrentes.
De acordo com o administrador regional Dilson Resende, o alcance dos 100 km representa uma virada no padrão urbano da cidade. “Esse volume de calçadas mostra uma mudança de prioridade. Estamos estruturando caminhos seguros para quem anda a pé, ligando escolas, postos de saúde, áreas comerciais e equipamentos públicos. O impacto é direto na rotina da população”, afirmou.
Grande parte dessa extensão foi construída em pontos estratégicos ao longo de 2025, incluindo o Setor O, áreas próximas a escolas públicas, centros de saúde, a Feira Permanente, o Setor de Indústrias, a Escola Técnica de Ceilândia, instituições de ensino superior e unidades de segurança pública. Os locais foram definidos com base em demanda comunitária e fluxo de pedestres.
A Administração Regional destaca que a manutenção de calçadas situadas em áreas internas de condomínios ou junto às fachadas de imóveis segue sendo atribuição legal de proprietários e síndicos. Nessas situações, cabe aos responsáveis garantir conservação adequada e solicitar intervenções quando necessário, em conformidade com as normas de acessibilidade.
As próximas frentes de trabalho continuam sendo definidas a partir de demandas encaminhadas pela Administração à Novacap, permitindo que os investimentos acompanhem o crescimento urbano e priorizem regiões com maior necessidade de intervenção.








































