O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) investiu cerca de R$ 10 milhões em tecnologia para monitorar as unidades de conservação do Distrito Federal. O sistema inclui câmeras térmicas, torre digital e drones, e permite identificar focos de incêndio em tempo real. A informação foi dada pelo presidente do órgão, Guto Gomes, nesta sexta-feira, 7, em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte e transmitido ao vivo pelo YouTube.
Torre digital monitora o cerrado 24 horas
O principal instrumento do sistema é uma torre digital instalada na região norte do DF, dentro do programa “Desmata Fogo”. Equipada com câmeras de longo alcance, ela varre o território continuamente em busca de pontos de calor.
“Nós temos câmeras instaladas na torre digital, ou seja, ela consegue observar o território e identificar em tempo real qual é a porção do território que tá mais quente, que tá pegando fogo. E aí a resposta do combate é muito mais rápida“, disse Guto.
O presidente relatou que a ferramenta esteve em ação horas antes da própria entrevista: pela manhã, recebeu um alerta de incêndio na Reserva Biológica do Guará. Segundo ele, tratava-se de um incêndio de turfa, que se propaga por baixo do solo. “É um incêndio perigoso, porque é um incêndio que acontece de forma subterrânea. Você olha e não vê o fogo”, explicou.
Câmeras térmicas e drones nos parques
O Ibram prepara agora um projeto-piloto para instalar câmeras de reconhecimento térmico dentro dos próprios parques ecológicos. Drones já são usados para sobrevoar e fiscalizar as unidades de conservação.
“Nós vamos colocar agora um projeto-piloto em que vamos colocar câmeras nos nossos parques, para identificar a parte mais quente, o calor, reconhecimento térmico, para que a gente trabalhe a conservação usando a tecnologia a favor da preservação ambiental”, afirmou o presidente.
Tecnologia soma-se aos brigadistas
Além dos equipamentos, o instituto contratou e treinou 150 brigadistas nos últimos dois anos. Eles atuam junto ao Corpo de Bombeiros nas fases de prevenção e combate a incêndios florestais.
Guto também citou prisões, convertidas em preventivas no ano passado, de pessoas flagradas atear fogo dentro de unidades de conservação. Segundo ele, 90% dos incêndios florestais no DF têm origem humana e criminosa.
Investimento deve crescer
Sobre o orçamento da área, o presidente confirmou o valor de R$ 10 milhões aplicados em tecnologia de monitoramento e disse que a tendência é de expansão à medida que novos parques passam a integrar o sistema de câmeras.
“Para meio ambiente, todo custo eu costumo dizer que é investimento”, afirmou Guto.
Assista ao Vozes da Comunidade na íntegra:






































