O ex-deputado distrital Rodrigo Delmasso afirmou nesta sexta-feira (21) que a maioria dos eleitores que aborda nas ruas de Brasília durante a atual campanha eleitoral ainda não decidiu em quem votar para deputado distrital. Segundo ele, um levantamento informal feito por conta própria na Rodoviária do Plano Piloto indica que oito em cada dez pessoas consultadas estão indecisas.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte, quando o candidato foi indagado sobre como tem sido a receptividade da população nas ruas neste período de campanha.
“Tenho ido à rodoviária. Estive lá esses dias, por volta das 6h da manhã, conversando com a população. Muitas pessoas ainda estão indecisas sobre em quem votar, principalmente para deputado distrital”, afirmou.
Delmasso detalhou a metodologia que diz utilizar nas abordagens de rua, explicando que pergunta primeiro se o eleitor já tem candidato definido antes de apresentar sua candidatura.
“Eu sempre faço a abordagem perguntando se a pessoa já tem candidato a deputado distrital. Se ela já tiver, a gente respeita a escolha e não tenta convencê-la a mudar de voto. Nosso foco são os indecisos”, disse.
Foi nesse contexto que ele citou o resultado do que chamou de “senso” pessoal feito na rodoviária: “Fiz esse senso ali na rodoviária: a cada dez pessoas que abordei, oito não tinham candidato a deputado distrital.”
Interesse pela política surpreende o candidato
Delmasso afirmou ter percebido maior disposição do eleitor para conhecer propostas e tirar dúvidas sobre os candidatos em comparação com pleitos anteriores dos quais participou.
“Apresentamos nossa proposta, o nosso panfleto com as nossas propostas. Algumas pessoas não querem saber, é verdade, mas são poucas. Estou impressionado com isso: nas três eleições anteriores em que participei, esse número de pessoas desinteressadas era muito maior”, declarou.
Questionado sobre a rejeição generalizada à classe política, o ex-deputado ponderou que, na sua avaliação, a generalização é um equívoco.
“Existem pessoas que generalizam e chamam todo político de bandido, de ladrão. Na minha visão, a generalização é sempre um erro, porque há pessoas que estão na política por vocação e outras que, infelizmente, fazem mau uso do mandato — seja no Parlamento, seja no governo. Mas o que me impressionou foi que as pessoas querem saber, querem avaliar. Algumas ficam mais tempo conversando para tirar dúvidas sobre as propostas”, afirmou.
Delmasso também citou um episódio recente em que teria constatado, segundo ele, o reconhecimento popular a leis de sua autoria. Ele relatou uma visita a uma concessionária de veículos elétricos no DF.
“Cheguei à concessionária e estava lotada de gente. Pensei que houvesse alguma promoção ou desconto grande. Quando contei às pessoas que sou autor da lei de isenção de IPVA para veículos elétricos, primeiro elas não sabiam, e depois disseram: ‘Que bom que você fez esse benefício'”, contou.
Segundo o candidato, o mesmo tipo de reação tem ocorrido em relação à lei de isenção do primeiro ano de IPVA para carros zero-quilômetro, da qual também se declara um dos articuladores. Os dois benefícios têm validade até 31 de dezembro de 2027.
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