Em Brasília, a guerra contra o Aedes aegypti ganhou aliados inesperados: drones nos céus e mosquitos “do bem” nas ruas. Desde 2025, aeronaves sobrevoam 22 regiões administrativas, detectando criadouros escondidos e aplicando tratamentos em áreas de difícil acesso.
O Distrito Federal também se tornou pioneiro no controle biológico com a liberação de 13 milhões de mosquitos Wolbachia, batizados de “wolbitos”, capazes de impedir a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Eles foram soltos em 14 mil pontos estratégicos da cidade. “Protegendo o mosquito, protegemos a população”, explica Anderson Leocadio, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, responsável pela estratégia.
Mesmo com tecnologia avançada, o combate depende da colaboração dos moradores. Em 2025, 362 servidoresvisitaram mais de 1,8 milhão de residências, orientando famílias sobre como eliminar focos do mosquito. “Abrir a porta para os agentes e seguir nossas recomendações pode evitar surtos graves”, ressalta Herica Bassani, gerente de Vigilância Ambiental.
A prevenção precisa ser constante, especialmente no período chuvoso: os ovos do Aedes podem sobreviver mais de um ano em locais secos e se transformar em mosquitos adultos em uma semana. Com drones sobrevoando bairros como Ceilândia, Paranoá, Brazlândia e Estrutural, wolbitos espalhados pela cidade e agentes visitando residências, Brasília une tecnologia, ciência e cidadania na luta contra um inimigo minúsculo, mas perigoso à saúde pública.






































