A investigação sobre fórmulas infantis recolhidas do mercado ganhou desdobramento no Distrito Federal após a confirmação de dois atendimentos médicos ligados ao consumo desses produtos. A Secretaria de Saúde informou, na última terça-feira (13), que bebês de aproximadamente um ano apresentaram sintomas gastrointestinais depois de ingerirem fórmula pertencente a lotes que, posteriormente, foram alvo de retirada preventiva.
Os quadros clínicos incluíram episódios repetidos de vômito e diarreia. Segundo a pasta, as famílias identificaram os lotes consumidos, interromperam o uso do produto e buscaram orientação médica. As crianças seguem em acompanhamento e apresentam evolução satisfatória, sem registro de agravamento.
A situação está relacionada a um recolhimento voluntário anunciado pela Nestlé, após a identificação do risco de presença da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus. Diante do alerta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos da fórmula em todo o país.
No DF, a Vigilância Sanitária informou que notificou farmácias, drogarias e estabelecimentos de saúde sobre a proibição. A venda de produtos incluídos no recolhimento pode resultar em penalidades administrativas, conforme previsto na legislação sanitária.
Para a diretora da Vigilância Sanitária do Distrito Federal, Márcia Olivé, o episódio reforça a necessidade de atenção mesmo após a retirada dos itens das prateleiras. Ela alerta que muitos produtos podem permanecer armazenados nas residências. “É fundamental que os responsáveis confiram os lotes das fórmulas infantis que possuem em casa e suspendam imediatamente o uso se o produto estiver na lista de recolhimento”, orienta.
As autoridades de saúde recomendam que, diante de sintomas como vômitos persistentes ou diarreia em lactentes, os responsáveis procurem atendimento médico. As informações detalhadas sobre os lotes afetados e as orientações ao consumidor estão disponíveis nos canais oficiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Nestlé.








































