O que antes fazia parte da estrutura do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) agora ajuda a tornar mais acolhedora a rotina em unidades de pronto atendimento da capital. Materiais retirados durante as obras de ampliação e modernização do hospital estão sendo reaproveitados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) na criação de novos espaços de convivência para colaboradores e usuários da rede.
A iniciativa já saiu do papel nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II, onde foram implantadas áreas destinadas ao descanso e à integração. Os ambientes receberam bancos, pontos para carregamento de aparelhos eletrônicos e elementos de paisagismo, criando locais mais confortáveis dentro das unidades.
Além de servirem como áreas de pausa para os profissionais, os espaços também poderão ser utilizados em atividades de reabilitação, fisioterapia e ações desenvolvidas com pacientes fora dos ambientes internos de atendimento.
A proposta surgiu a partir de uma necessidade identificada pelo Projeto Acolher, coordenado pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid). A ideia era criar ambientes que contribuíssem para reduzir o desgaste provocado pela rotina intensa das unidades de urgência e emergência.
Para a chefe do núcleo, Paula Paiva, oferecer locais adequados para descanso é uma forma de fortalecer o cuidado com quem atua diariamente no atendimento à população.
“Os profissionais da saúde enfrentam jornadas exigentes e precisam de espaços que favoreçam momentos de pausa e recuperação. Quando investimos no bem-estar das equipes, também estamos investindo na qualidade do atendimento prestado”, afirma.
A origem do projeto está diretamente ligada às obras que estão em andamento no Hospital de Base para a implantação de um novo centro cirúrgico. Durante a retirada de estruturas da área em reforma, equipes técnicas passaram a avaliar formas de reaproveitar os materiais, em vez de descartá-los.
Segundo a gerente de Manutenção e Infraestrutura do IgesDF, Tatiana Tostes, a iniciativa permitiu transformar um processo de obra em uma ação com impactos positivos em diferentes frentes.
“Conseguimos aproveitar recursos que ainda tinham utilidade e direcioná-los para um projeto que beneficia pessoas. É uma solução que reúne sustentabilidade, economia e valorização dos ambientes de trabalho”, destaca.
As intervenções realizadas nas duas primeiras unidades ocorreram entre abril e junho. O gerente de Obras e Fiscalização, Matheus Martins, informa que a expansão do projeto já começou.
“Os serviços estão em andamento nas UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo. A expectativa é ampliar gradualmente a iniciativa para outras unidades administradas pelo instituto”, explica.
Na UPA de Recanto das Emas, a mudança já é percebida pelos colaboradores. Para a gerente da unidade, Idê Ingrid Rodrigues, os novos espaços contribuem para um ambiente mais equilibrado e acolhedor.
“Ter um local apropriado para descanso e convivência ajuda a fortalecer as equipes e cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento do trabalho. Isso reflete diretamente na assistência oferecida aos pacientes”, avalia.
O projeto também deverá contemplar o Hospital Cidade do Sol. Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel, a iniciativa demonstra que é possível gerar benefícios sociais e ambientais a partir de ações simples de reaproveitamento.
“Nosso objetivo é utilizar os recursos de forma inteligente e criar ambientes que proporcionem conforto e acolhimento. Esse projeto mostra que pequenas transformações podem gerar impactos importantes para quem trabalha e para quem utiliza os serviços de saúde”, afirma.





































