Quem utiliza diariamente o Metrô-DF agora conta com uma ferramenta que promete facilitar a recuperação de objetos esquecidos dentro das estações e vagões. O serviço de Achados e Perdidos da companhia passou a funcionar também pelo aplicativo oficial do metrô, permitindo que passageiros registrem perdas diretamente pelo celular, sem precisar ir presencialmente até uma unidade.
A novidade vem ampliando o alcance do atendimento digital. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o sistema contabilizou 289 registros online. Em 2025, foram 755 consultas realizadas pela plataforma.
No aplicativo, disponível gratuitamente para Android e iOS, o usuário consegue informar detalhes sobre o objeto desaparecido, como horário aproximado, trajeto realizado, estação utilizada e características do item. As informações são encaminhadas ao Posto Central de Objetos Achados e Perdidos, responsável por verificar se existe algum material compatível cadastrado no sistema.
Há 28 anos trabalhando no setor, a agente de estação Maria de Lourdes Galvão afirma que a informatização mudou completamente a dinâmica do atendimento. “Antes, o processo era muito mais demorado e dependia de vários repasses até o objeto chegar ao posto central. Hoje, conseguimos identificar rapidamente onde o item está e orientar o passageiro quase na mesma hora”, explica.
A quantidade de objetos esquecidos impressiona. Todos os anos, entre 16 mil e 18 mil itens passam pelas mãos da equipe responsável pelo setor. Entre os materiais mais comuns estão documentos, cartões bancários, mochilas, roupas, garrafas e chaves. Mas alguns casos fogem completamente do habitual.
De acordo com Maria de Lourdes, já apareceram objetos como televisores, micro-ondas, bicicletas e até uma imagem de São Longuinho — conhecido popularmente como protetor das causas difíceis e das coisas perdidas.
Quando um passageiro encontra algum pertence dentro do metrô, a recomendação é entregá-lo imediatamente a um funcionário da companhia. O item é registrado com informações detalhadas, incluindo descrição física e conteúdo interno, em casos de bolsas e mochilas. Depois disso, o material segue para o posto oficial instalado na Estação Galeria.
A agente explica que todos os objetos passam por uma avaliação assim que chegam ao setor. “A equipe verifica as condições do material, identifica o que pode ser armazenado e faz todo o controle até tentar localizar o dono. O foco do nosso trabalho sempre é devolver o objeto ao passageiro”, ressalta.
Segundo ela, os itens permanecem guardados por até seis meses. Após esse período, roupas, calçados, acessórios e outros materiais em bom estado podem ser destinados a instituições sociais. O que não apresenta condições de reaproveitamento recebe descarte adequado.
A funcionalidade foi bem recebida por quem utiliza o sistema diariamente. O bancário Gabriel Montserrat, de 27 anos, considera a ferramenta importante porque muitas pessoas acabam esquecendo objetos na correria da rotina e nem sempre sabem onde procurar ajuda. “Muita gente perde alguma coisa no metrô e não faz ideia de como localizar depois. Pelo aplicativo, fica mais fácil registrar e acompanhar, o que ajuda bastante quem usa o transporte todos os dias”, comenta.
Já a advogada Alice Pereira, de 25 anos, afirma que centralizar os serviços do metrô em um único aplicativo trouxe mais praticidade para os passageiros. “Eu já uso o aplicativo para consultar os horários dos trens e achei muito útil ter essa função também. Economiza tempo e deixa tudo mais simples para quem precisa resolver esse tipo de situação”, diz.
Para recuperar um item localizado, o passageiro deve apresentar documento oficial com foto e comprovar que é o proprietário do objeto. O Posto de Achados e Perdidos funciona na Estação Galeria, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.







































