A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, determinou a suspensão da portaria que previa mudanças na forma de cálculo da remuneração de professores temporários da rede pública. A decisão foi anunciada na terça-feira (21), após análise da Secretaria de Educação (SEEDF) apontar que o modelo poderia gerar impactos distintos entre os profissionais. A medida será formalizada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
A chefe do Executivo explicou que a proposta poderia resultar em aumento para parte dos docentes, mas também em redução para outros, o que levou o governo a interromper a implementação para aprofundar o diálogo com a categoria.
Segundo ela, a prioridade, neste momento, é construir uma solução equilibrada. “Havia situações em que alguns professores seriam beneficiados, enquanto outros poderiam receber menos. Por isso, optamos por suspender essa mudança no cálculo e abrir uma conversa direta com os profissionais antes de qualquer definição”, afirmou. Ela também reforçou que os contratos temporários não sofrerão diminuição nos valores pagos.
Para avançar na discussão, o GDF anunciou a criação de um grupo de trabalho dentro da Secretaria de Educação, com a participação do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). O objetivo é revisar os critérios adotados e garantir segurança nos pagamentos.
A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, destacou que a suspensão permite corrigir pontos da proposta e conferir maior previsibilidade à remuneração. “Vamos ajustar essas diferenças identificadas, manter a forma de pagamento da coordenação pedagógica como vinha sendo aplicada e fazer os ajustes necessários para assegurar regularidade nos vencimentos”, explicou.
Entre as principais demandas apresentadas pelos professores, estão críticas à metodologia utilizada pelo sistema EducaDF, que, segundo a categoria, pode impactar os salários e a carga horária de coordenação pedagógica. Os profissionais defendem o pagamento integral da jornada com base no piso, a garantia da carga completa de coordenação e a exclusão de qualquer possibilidade de perdas salariais.
A Secretaria de Educação informou que eventuais mudanças serão discutidas em conjunto com o sindicato e podem resultar na atualização de normas e portarias, com foco na valorização dos professores e na estabilidade dos pagamentos.







































