Na manhã deste sábado (18), o programa Vozes da Comunidade abriu espaço para mais uma edição do “Sabatinão do Povo”, quadro que combina entrevistas com participação popular e busca aproximar autoridades da rotina das cidades do Distrito Federal. O convidado da vez foi o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, que respondeu a perguntas de jornalistas e moradores de diferentes regiões administrativas.
A condução ficou a cargo do jornalista Tony Duarte. Logo na abertura, Toni Duarte destacou o caráter participativo do quadro, com perguntas enviadas por moradores de regiões como Planaltina, Ceilândia e até cidades do entorno, como Valparaíso de Goiás.
Recém-nomeado para o comando da pasta, após a posse da governadora Celina Leão, Patury enfatizou a continuidade de uma política de integração entre as forças de segurança. Com passagem anterior como secretário-executivo, ele chega ao cargo com a missão de ampliar o uso de tecnologia e inteligência no enfrentamento à criminalidade.
Um dos principais pontos da sabatina foi o programa DF 360, iniciativa de monitoramento que busca integrar câmeras de diferentes órgãos públicos e também da iniciativa privada. Segundo o secretário, o sistema já supera o número inicialmente divulgado. “A mudança vai ser rápida. No vídeo vimos 1.350 câmeras, mas já estamos com 1.750. A expectativa é ultrapassar 10 mil”, afirmou.
A estratégia, segundo ele, passa por conectar equipamentos da própria Secretaria de Segurança com estruturas de áreas como Saúde, Educação, Detran e mobilidade urbana. Além disso, há previsão de adesão voluntária de câmeras particulares, como as de condomínios, escolas e estabelecimentos comerciais, formando o que definiu como um “cercamento virtual”.
DF 360 em números
1.750 câmeras já integradas ao sistema
Meta: 10 mil+ câmeras, entre públicas e privadas
Fontes: SSP, Educação, Saúde, Detran, Semob e câmeras de particulares
Cadastro: disponível no portal DF 360
Questionado pelo jornalista Jorge Poliglota sobre a participação direta de cidadãos, Patury indicou que a integração já é possível, mas condicionada a regras de privacidade. “A câmera precisa estar voltada para a área externa. Não pode captar o interior das residências. No caso de condomínios, é necessário o consentimento dos moradores”, explicou, citando a necessidade de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A proposta, segundo o secretário, é ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança a partir de dados em tempo real, sem abrir mão de garantias legais. A aposta em tecnologia, aliada à presença ostensiva, aparece como eixo central da gestão recém-iniciada e foi tratada, ao longo da sabatina, como uma das principais vitrines da atual política de segurança pública no Distrito Federal.
Acompanhe a entevista na íntegra:









































