O sistema de reconhecimento facial usado pelas forças de segurança do Distrito Federal já analisa até 700 mil rostos por semana. A tecnologia faz parte do DF 360, programa que utiliza câmeras espalhadas pela capital para auxiliar na identificação de foragidos e pessoas procuradas pela Justiça.
Ao Metrópoles, o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, afirmou que o sistema processa entre 600 mil e 700 mil faces semanalmente. As imagens também podem ser usadas para auxiliar na identificação de suspeitos de crimes.
O monitoramento não se restringe às pessoas. Mais de 1,3 mil câmeras acompanham os veículos que circulam pelo Distrito Federal e fazem a leitura de placas. O objetivo é identificar possíveis restrições e fornecer informações às forças de segurança.
Segundo Patury, a estrutura funciona como um grande cercamento virtual. A combinação entre reconhecimento facial e leitura de placas permite ampliar a capacidade de localização de procurados e de identificação de veículos que apresentem algum tipo de restrição.
O aparato tecnológico também foi usado no esquema especial de segurança montado para o 7 de Setembro, em Brasília. As câmeras do DF 360 acompanharam a movimentação durante o desfile da Independência e as manifestações realizadas na região central da capital.
A operação contou ainda com drones e reforço policial. De acordo com o secretário, o contingente mobilizado esteve entre os maiores já empregados em Brasília para eventos desse tipo.
Patury explicou que havia preocupação com uma eventual escalada de tensão ao longo do dia. Por isso, as equipes acompanharam continuamente a movimentação dos participantes, tanto pelas imagens captadas pelos equipamentos quanto pela atuação dos agentes nas ruas.
Uma das prioridades era impedir que grupos antagônicos se misturassem e evitar possíveis confrontos. O cenário de maior tensão, no entanto, não se confirmou.
Segundo o secretário, o desfile e as manifestações terminaram de forma tranquila e sem registro de ocorrências policiais relacionadas aos atos.
Durante a operação, um objeto suspeito encontrado nas proximidades da Esplanada dos Ministérios chegou a mobilizar a Operação Petardo. A Polícia Militar fez a verificação e, pouco depois, descartou a existência de uma ameaça de bomba.









































