O agronegócio de Minas Gerais manteve o protagonismo na balança comercial do estado e fechou o primeiro trimestre do ano com US$ 3,93 bilhões em exportações, o equivalente a 38,5% de toda a receita externa mineira. O desempenho reforça a força do setor, ainda que marcado por um movimento contraditório: menos volume embarcado, mas maior resiliência nos preços.
Entre janeiro e março, foram exportadas 2,84 milhões de toneladas — recuo de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A explicação, segundo técnicos da Secretaria de Agricultura, passa pela dinâmica distinta entre cadeias produtivas e pelo comportamento dos preços internacionais. Em produtos como o café, a queda no volume foi mais acentuada que a da receita, sinalizando manutenção de cotações elevadas. Já no setor sucroalcooleiro, o aumento da quantidade exportada veio acompanhado de redução nos valores médios.
O café, principal item da pauta, somou US$ 2,4 bilhões, apesar da retração de 18,5% na receita e de 31,5% no volume embarcado. Ainda assim, segue como pilar das exportações mineiras. Na sequência, o complexo soja movimentou US$ 510,4 milhões, com perdas tanto em valor quanto em volume, além de mudanças na composição interna — menos grão e mais farelo e óleo.
O destaque positivo ficou com o segmento de carnes, que registrou crescimento e bateu recorde para o período nas vendas de carne bovina. Foram US$ 419 milhões exportados e 117,6 mil toneladas embarcadas, com avanço tanto em receita quanto em volume na comparação anual.
No recorte geográfico, Minas ampliou sua presença internacional, alcançando 155 países. A China permaneceu como principal destino, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. Ao mesmo tempo, mercados como Índia, Tailândia, Filipinas e Suíça ganharam espaço, indicando uma diversificação das rotas comerciais.
As exportações para o Oriente Médio também avançaram e somaram US$ 219,1 milhões, representando 5,6% do total vendido pelo estado no período. O crescimento reforça a estratégia de expansão para regiões fora do eixo tradicional.
Além dos grandes produtos, Minas também liderou, no trimestre, as exportações brasileiras de itens específicos como milho para semeadura, mel natural, leite condensado e doce de leite — nichos que, embora menos volumosos, ampliam o portfólio e ajudam a sustentar o bom desempenho do agro no cenário externo.









































