A gestão do governador Ibaneis Rocha é a que mais nomeou profissionais da educação na história recente do Distrito Federal. Entre 2019 e 2024, mais de 12,3 mil servidores passaram a integrar a rede pública de ensino, segundo dados da Secretaria de Educação. O volume de convocações supera o de administrações anteriores e marca uma mudança no ritmo de recomposição do quadro escolar.
Somente em 2024, foram 4.433 nomeações, incluindo 4.022 professores e orientadores educacionais e outros 411 servidores da carreira de políticas públicas e gestão educacional. O número foi suficiente para zerar todo o cadastro reserva previsto em edital , feito inédito na rede pública do DF.
O avanço começou a ganhar força a partir de 2023, quando 4.538 profissionais foram nomeados. Antes disso, os números eram mais modestos: 515 em 2022, 1.158 em 2021, 1.105 em 2020 e 589 em 2019. A sequência consolida o atual governo como o período de maior volume de contratações efetivas na educação local.
A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, afirma que o foco da política de nomeações é evitar que o ano letivo comece com salas sem professor. “Nosso objetivo é garantir que cada aluno da rede pública tenha um docente em sala desde o primeiro dia de aula”, afirmou. Segundo ela, o reforço no quadro também busca antecipar o impacto das aposentadorias previstas para os próximos anos.
Para 2026, a expectativa é de novo reforço: 3 mil professores já nomeados para a carreira do magistério público devem entrar em exercício. Eles foram aprovados no concurso regido pelo Edital nº 31/2022, que já resultou, ao todo, na convocação de 5.239 novos servidores.
A distribuição dos profissionais está sendo feita a partir de estudos técnicos da secretaria, que levam em conta o número de matrículas e as necessidades específicas de cada escola nas 14 coordenações regionais de ensino. A intenção é iniciar o ano letivo com todas as turmas formadas e sem déficit de docentes.
As nomeações contemplam principalmente professores de Atividades, Educação Física, Língua Portuguesa e Artes, mas também alcançam áreas como Inglês, Biologia, Geografia, História, Filosofia, Física, Química e Ciências Naturais. Há ainda convocações em disciplinas menos comuns, como Letras/Libras, Enfermagem, Informática e Língua Japonesa, além de áreas técnicas e de apoio pedagógico.
Com o volume de nomeações acumulado desde 2019, o governo do DF tenta responder a uma demanda histórica da rede pública: garantir estabilidade no quadro de professores e reduzir a dependência de contratações emergenciais ao longo do ano letivo.






































