Após semanas de paralisação, o impasse entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e os professores da rede pública chegou ao fim. A proposta apresentada pelo Executivo local foi aprovada em assembleia da categoria nesta quarta-feira (25), abrindo caminho para o retorno das aulas já nesta quinta (26), em toda a rede pública de ensino.
O acordo contempla uma série de compromissos assumidos pelo GDF, incluindo a convocação de pelo menos 3 mil novos professores até dezembro deste ano e a prorrogação do atual concurso público, que venceria em julho. Além disso, está prevista a realização de um novo concurso para o magistério, com edital programado para o primeiro semestre de 2026.
Outro ponto sensível das negociações — a valorização da titulação dos docentes — foi contemplado no compromisso de envio, até novembro, de projeto de lei à Câmara Legislativa do DF (CLDF), regulamentando a progressão horizontal por titulação, com reajustes de 10% para especialização, 20% para mestrado e 30% para doutorado.
O GDF também se comprometeu a instalar uma mesa permanente de negociação, voltada à reestruturação da carreira do magistério. No que diz respeito ao calendário letivo, o Executivo vai recompor os dias letivos perdidos ainda neste semestre, com pagamento dos dias não trabalhados via folha suplementar.
As tratativas envolveram diretamente o governador Ibaneis Rocha e representantes de diversas pastas estratégicas. Participaram das negociações o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e o secretário de Economia, Ney Ferraz.
O encerramento da greve marca um novo capítulo na relação entre governo e professores. Com o cronograma de contratações e projetos em andamento, o Executivo espera conter futuras mobilizações e avançar na melhoria da qualidade do ensino — um desafio tão complexo quanto urgente.






































