A temporada de festas juninas ainda nem começou oficialmente, mas os grupos de quadrilha do Distrito Federal já estão em ritmo acelerado de ensaio. O Circuito Candangão Junino 2026 promete ocupar diferentes regiões administrativas entre maio e agosto, com uma novidade: além das etapas locais, o DF também vai sediar a fase nacional da competição, ampliando o alcance do evento.
A grande final está prevista para Ceilândia, tradicional reduto cultural da capital, que deve concentrar parte das apresentações mais aguardadas do circuito. A proposta é fortalecer a circulação dos grupos, atrair público e impulsionar a economia criativa em torno das festas populares.
O novo ciclo chega embalado pelos números do Distrito Junino 2025, considerado o maior circuito de quadrilhas do Centro-Oeste. Ao longo de 41 dias, o evento passou por nove regiões administrativas e uma cidade do Entorno, com 14 etapas e uma programação que reuniu milhares de pessoas.
Os bastidores também revelam o tamanho da engrenagem. No ano passado, 63 quadrilhas participaram do circuito, somando 261 apresentações e envolvendo dezenas de artistas locais. O investimento público chegou a R$ 10 milhões — o maior já destinado ao setor no DF —, com reflexos diretos na geração de renda: cerca de 4 mil empregos diretos e 2 mil indiretos foram criados, movimentando desde costureiras e cenógrafos até comerciantes e técnicos de som.
Outro ponto de destaque foi o edital de premiação, que distribuiu R$ 2,25 milhões entre os grupos, garantindo fôlego financeiro para a manutenção das atividades ao longo do ano.
Para 2026, a expectativa é dar um passo além. Com a inclusão da etapa nacional e a ampliação do circuito, a aposta é consolidar o Distrito Federal no calendário das grandes festas juninas do país — um espaço tradicionalmente dominado por estados do Nordeste, mas que vem sendo disputado cada vez mais por outras regiões.








































