Os detalhes sobre o curso de formação dos candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
O edital foi publicado no Diário Oficial da União e prevê mudanças importantes, como a antecipação da convocação inicial para 4 de fevereiro, anunciada pela ministra Esther Dweck.
Quem deve participar do curso de formação?
A convocação é destinada aos candidatos aprovados nos cargos dos blocos 1 a 7, que incluem carreiras como:
- Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG);
- Analista de Comércio Exterior (ACE);
- Analista em Tecnologia da Informação (ATI);
- Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS);
- Analista de Infraestrutura (AIE);
- Especialista em Regulação de Serviços Públicos (Aneel, Antaq e ANS);
- Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT).
Já os aprovados no bloco 8, de nível médio, estão dispensados do curso de formação.
Convocações e regras de inscrição
Serão realizadas até três chamadas para os cursos: nos dias 4, 11 e 18 de fevereiro. Os candidatos devem manifestar interesse em participar dentro de dois dias após cada convocação. A ausência de resposta desclassifica o candidato para o cargo correspondente.
Para confirmar a participação, os convocados devem acessar a página oficial do CPNU e efetuar a matrícula, clicando no “Sim” na área de convocação. O processo é dinâmico: à medida que vagas são preenchidas ou desistências ocorrem, listas atualizadas serão divulgadas, permitindo a convocação de candidatos para cargos de maior preferência.
Remuneração e compromissos durante o curso
Os participantes receberão 50% da remuneração inicial prevista para o cargo. Servidores públicos podem optar por manter os vencimentos atuais.
O curso, que é classificatório e eliminatório, busca desenvolver competências técnicas e gerenciais essenciais para o serviço público federal. Os alunos devem cumprir integralmente as aulas presenciais e remotas, realizar trabalhos e avaliações, e dedicar-se exclusivamente às atividades.
Estrutura e duração dos cursos
Os cursos de formação serão ministrados pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e pelo Cebraspe, com carga horária variando entre 140 e 540 horas, dependendo do cargo. A maioria das aulas ocorrerá em Brasília, exceto para o cargo de Especialista em Regulação de Saúde Suplementar (ANS), com aulas no Rio de Janeiro, e o de Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT), que terá formação híbrida.
A iniciativa do MGI reflete um compromisso com a qualificação de servidores públicos em cargos estratégicos, garantindo uma gestão mais eficiente e alinhada às demandas do país. Para os candidatos, o curso representa não apenas uma etapa eliminatória, mas também uma oportunidade de imersão na realidade do serviço público federal.
Com as datas marcadas, o desafio agora é garantir o cumprimento dos prazos e a organização necessária para atender à alta demanda de candidatos que vislumbram uma carreira sólida e promissora no setor público.









































