Criado em 2021 pelo Governo de Minas Gerais, o projeto Mãos Dadas tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer o ensino fundamental nos municípios mineiros. Voltado à reestruturação do sistema público de ensino, a iniciativa já destinou mais de R$ 1,5 bilhão a 163 cidades, permitindo a construção, reforma e ampliação de unidades escolares, além da compra de veículos e equipamentos.
O programa, que busca uma atuação colaborativa entre Estado e municípios, já resultou na absorção de cerca de 64 mil matrículas dos anos iniciais do ensino fundamental. A medida visa garantir o acesso à educação básica, especialmente em regiões que enfrentam dificuldades estruturais e logísticas para manter a rede de ensino funcionando de forma autônoma.
No município de São Sebastião do Paraíso, por exemplo, o repasse de R$ 8 milhões possibilitou a construção de três novas unidades escolares — dois centros de educação infantil e uma escola de ensino fundamental. Duas dessas estruturas foram inauguradas em janeiro deste ano e a terceira tem entrega prevista para o início de 2026. Ao todo, a rede municipal passará a atender cerca de 720 estudantes, incluindo crianças de 0 a 3 anos e alunos do 4º e 5º anos do ensino fundamental.
Outro exemplo citado pelo governo é o de São Domingos do Prata, que, com os recursos do Mãos Dadas, conseguiu construir uma nova escola, um ginásio coberto e adquirir nove ônibus escolares. Segundo a administração municipal, além dos ganhos em infraestrutura, o projeto contribuiu para a melhoria dos índices pedagógicos da rede.
Desde o lançamento da iniciativa, foram construídas 194 escolas e creches, realizadas 424 obras de reforma ou ampliação e entregues mobiliários e equipamentos a 345 unidades escolares. O programa também garantiu a aquisição de 93 veículos para o transporte de estudantes e prevê a cessão de imóveis, além da adjunção de professores estaduais aos municípios.
Com foco na descentralização e no fortalecimento da educação básica, o Mãos Dadas integra a política educacional do governo mineiro para ampliar a presença do Estado nas regiões mais vulneráveis. A meta, segundo a Secretaria de Estado de Educação, é seguir avançando na universalização do acesso e na qualidade do ensino ofertado em todas as regiões de Minas Gerais.




































