Desde sexta-feira, 16 de maio, trabalhadores com carteira assinada têm um novo aliado para aliviar as finanças: a portabilidade de empréstimos entre bancos, dentro do programa Crédito do Trabalhador. A medida permite que dívidas antigas — como o crédito consignado ou o crédito pessoal — possam ser migradas para instituições que ofereçam juros mais baixos, ajudando a reduzir o custo total dos financiamentos.
A regra é simples: o trabalhador interessado deve procurar um banco habilitado pelo programa e verificar se há uma proposta mais vantajosa. Ainda não é possível realizar a troca pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, mas isso deve mudar em breve. A partir de 6 de junho, qualquer dívida poderá ser migrada para o Crédito do Trabalhador, inclusive entre diferentes instituições.
Com a mudança, o Governo Federal busca democratizar o acesso ao crédito e dar fôlego financeiro a quem mais precisa. “Ao migrar para o Crédito do Trabalhador, o cidadão automaticamente quita a dívida antiga e contrata um novo empréstimo com condições mais justas”, destaca o Ministério do Trabalho e Emprego.
Juros menores, prazos acessíveis e mais controle
O processo de contratação tem um diferencial importante: as ofertas são feitas diretamente pelas instituições financeiras ao trabalhador, que pode escolher a proposta mais vantajosa — tudo com transparência e praticidade. As parcelas do novo crédito continuam a ser descontadas em folha, com limite de até 35% da renda mensal comprometida.
Os números já indicam o impacto positivo da medida. Desde a criação do programa, em março deste ano, mais de 2 milhões de trabalhadores já foram beneficiados. Até a última quinta-feira (15), foram contratados R$ 11,3 bilhões em empréstimos, com média de R$ 5.383,22 por contrato. As prestações giram em torno de R$ 317,20, em um prazo médio de 17 meses.
Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul lideram em volume de contratações. E o Banco do Brasil, por sua vez, aparece como o campeão em volume de empréstimos, com mais de R$ 3,1 bilhões liberados — grande parte deles destinada à quitação de dívidas mais caras.
A proposta do Crédito do Trabalhador é chegar a 25 milhões de trabalhadores nos próximos quatro anos. E o público-alvo vai muito além dos empregados tradicionais. Também podem participar trabalhadores domésticos, rurais, empregados de microempreendedores individuais (MEI) e até diretores não empregados com vínculo ao FGTS.
Com 35 instituições financeiras já operando ativamente no programa — entre mais de 70 habilitadas —, o crédito começa a se tornar mais acessível, equilibrado e com menos armadilhas de juros abusivos.
Além de ser uma ferramenta para reorganização das finanças pessoais, a portabilidade é também um convite à educação financeira. É a chance para que o trabalhador faça escolhas mais conscientes, com menos endividamento e mais planejamento.
Como solicitar:
- Acesse o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e autorize o compartilhamento de dados.
- Em até 24 horas, as instituições habilitadas enviam propostas.
- O trabalhador escolhe a oferta com menor taxa de juros.
- As parcelas do novo contrato são descontadas diretamente em folha.
- Para pedir a portabilidade, entre no site ou app do banco desejado e faça a solicitação.




































