O cenário das contas públicas do Distrito Federal mudou de direção em poucos meses. Depois de chegar a abril com déficit de R$ 1,9 bilhão, a gestão de Celina Leão projeta terminar o ano com R$ 3 bilhões de superávit e já acumula indicadores que apontam para uma recuperação da situação fiscal.
A virada colocou em evidência uma das decisões de Celina para a área econômica: a escolha do economista Valdivino de Oliveira para comandar a Secretaria de Economia. Com experiência em gestão fiscal, ele assumiu a execução das medidas definidas pelo governo para reorganizar despesas, fortalecer receitas e devolver margem financeira ao caixa do DF.
Quando o trabalho começou a ganhar força, o desafio não estava restrito ao déficit. O Executivo também precisava lidar com cerca de R$ 4 bilhões em despesas contratadas sem previsão orçamentária, aumentando a pressão sobre as contas.
A gestão passou, então, a concentrar esforços na correção desse desequilíbrio. O controle dos gastos foi acompanhado por iniciativas voltadas ao crescimento das receitas, combinação que começou a alterar os números ainda no primeiro semestre.
O resultado mais emblemático veio da Capacidade de Pagamento (Capag). O Distrito Federal deixou a classificação C e chegou à nota A, melhorando sua posição na avaliação da saúde fiscal dos entes públicos.
A fotografia dos últimos 12 meses também mostra o caixa no campo positivo. O DF contabilizou R$ 44,79 bilhões em receitas, contra R$ 42,08 bilhões em despesas. A diferença entre os dois valores resultou em saldo positivo de R$ 2,71 bilhões.
Ao mesmo tempo, a relação entre despesas e receitas correntes caiu para 93,95%. O indicador reforça o movimento de redução da pressão dos gastos sobre os recursos disponíveis.
É nesse ambiente que Celina trabalha agora com uma projeção mais otimista para dezembro. A governadora anunciou a expectativa de alcançar R$ 3 bilhões de superávit até o encerramento do ano, consolidando a recuperação fiscal iniciada após o déficit registrado em abril.
Por trás da execução da estratégia está um economista com trajetória construída justamente na administração das contas públicas. Professor da PUC Goiás e doutorando em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Valdivino acumula 11 passagens pelo comando da Secretaria de Fazenda.
O atual secretário de Economia também integrou a equipe do ex-governador Joaquim Roriz e comandou a Secretaria Municipal da Fazenda de Goiânia antes de retornar ao Distrito Federal.
A experiência de Valdivino passou a fazer parte da estratégia de Celina para colocar as finanças em uma posição mais confortável. Se a projeção para dezembro for alcançada, o governo terminará o ano com uma diferença de R$ 4,9 bilhões entre o déficit de R$ 1,9 bilhão registrado em abril e o superávit de R$ 3 bilhões esperado para o fechamento do exercício.







































