Servidores do Banco de Brasília (BRB) participaram, nesta quinta-feira (28), de uma carreata na Arena BRB Mané Garrincha após a conclusão do acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) que permite avançar na capitalização da instituição financeira. A governadora Celina Leão esteve no ato e classificou o entendimento como decisivo para garantir estabilidade ao banco.
A negociação construída entre o Governo do Distrito Federal, a União e órgãos do sistema financeiro abre espaço para uma operação de até R$ 6,6 bilhões destinada ao fortalecimento do BRB. O acordo foi consolidado durante audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux.
Ao falar aos funcionários do banco, Celina afirmou que o entendimento representa o fim de um período de insegurança para a instituição e destacou que a prioridade do governo será preservar empregos e recuperar a confiança dos correntistas. “Estamos encerrando um momento de dificuldade e construindo uma nova etapa para o BRB, com mais segurança para quem trabalha no banco e para quem utiliza os serviços da instituição”, declarou.
A governadora também afirmou que o BRB continuará sendo um patrimônio do Distrito Federal e disse que a instituição passará a atuar com fiscalização mais rígida e mecanismos reforçados de compliance. “O banco segue pertencendo à população de Brasília e terá uma atuação ainda mais responsável e comprometida com a proteção dos correntistas”, afirmou.
O modelo negociado prevê que a operação financeira seja estruturada dentro da governança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com apoio de um sindicato de bancos formado por grandes instituições financeiras.
Os recursos utilizados na operação virão do próprio sistema financeiro. Como parte da negociação, o Distrito Federal oferecerá dois fundos constitucionais como contragarantia do financiamento.
Além do Banco Central e do Ministério Público Federal, participaram das negociações representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional.
A proposta prevê financiamento com prazo de 15 anos e dois anos de carência. O pagamento será feito pelo próprio BRB.
O acordo também estabelece compromissos fiscais por parte do Governo do Distrito Federal, incluindo contenção de despesas e revisão de gastos para adequação às regras previstas na Constituição Federal.



































