O Governo do Distrito Federal promoveu, nesta quarta-feira (27), uma ação voltada ao combate à violência e ao assédio contra mulheres que cumprem pena em regime de ressocialização e atuam em órgãos públicos do DF. A iniciativa reuniu representantes da Comissão Especial de Combate e Prevenção ao Assédio do GDF e integrantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A atividade teve como principal objetivo ampliar o acesso à informação sobre violência psicológica, assédio moral, assédio sexual e mecanismos de proteção disponíveis para mulheres em situação de vulnerabilidade. Durante o encontro, especialistas alertaram que muitos casos ainda deixam de ser denunciados por medo, insegurança ou dificuldade de identificar comportamentos abusivos.
Segundo a presidente da comissão, Michelle Heringer, práticas de humilhação, constrangimento e intimidação podem ocorrer de forma silenciosa dentro dos ambientes profissionais e acabam afetando diretamente a autoestima e a permanência das mulheres no trabalho. Ela também destacou que situações de assédio sexual vão além do contato físico e incluem falas, insinuações e comportamentos indesejados.
A coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos do MPDFT, Adalgiza Maria de Medeiros, afirmou que a informação é essencial para interromper ciclos de violência. De acordo com ela, muitos comportamentos abusivos ainda são tratados como normais pela sociedade, o que dificulta a percepção das vítimas e o encaminhamento das denúncias.
Durante a programação, a ouvidora da mulher do MPDFT, Mariana Nunes, apresentou ferramentas de proteção utilizadas no Distrito Federal para mulheres ameaçadas ou perseguidas por agressores. Entre elas está o programa Viva Flor, utilizado como suporte para vítimas com medidas protetivas.
As participantes também receberam orientações sobre os canais oficiais disponíveis para denúncias no serviço público. O GDF mantém a plataforma GDF Sem Assédio, que reúne informações sobre prevenção e enfrentamento ao assédio na administração pública distrital.
Além do portal, denúncias podem ser feitas pela ouvidoria do governo, no site Participa DF, pelo telefone 162 ou presencialmente em unidades de atendimento.
Já o Ministério Público disponibiliza atendimento pela Ouvidoria das Mulheres do MPDFT, pelo telefone 127 e também por atendimento presencial na sede do órgão.





































