Longe dos eventos públicos e discursos oficiais, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, passou parte da última segunda-feira (25) dedicada a uma agenda essencialmente política. Em um almoço reservado com dirigentes partidários, a chefe do Executivo distrital reuniu representantes de legendas que hoje compõem o entorno do governo e abriu espaço para conversas sobre o futuro da coalizão no DF.
O encontro acontece em um momento de rearranjo interno dentro da base governista. Nas últimas semanas, declarações públicas e ruídos entre aliados aumentaram a pressão sobre o grupo político responsável pela sustentação do Palácio do Buriti, alimentando especulações sobre possíveis desgastes nas relações entre lideranças históricas da coalizão.
Participaram da reunião representantes de partidos como MDB, PP, União Brasil, Republicanos, PL e Podemos, além de dirigentes de siglas menores que mantêm espaço dentro da estrutura política local. Segundo pessoas que acompanharam as conversas, a prioridade foi reforçar canais de diálogo e evitar que disputas internas avancem para um cenário de fragmentação política.
Diferentemente de agendas voltadas apenas à prestação de contas administrativas, o almoço teve forte peso político. Celina buscou ouvir dirigentes, discutir o ambiente partidário no Distrito Federal e construir uma sinalização pública de estabilidade em torno do governo.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que a governadora tenta assumir um papel cada vez mais central nas articulações políticas do grupo governista. A leitura entre aliados é de que o encontro também serviu para medir o nível de fidelidade das siglas em um período considerado decisivo para a reorganização das forças políticas locais.
Embora a reunião tenha ocorrido em clima de cordialidade, participantes admitem que o cenário ainda exige cautela. Lideranças partidárias acompanham de perto os movimentos internos do governo e defendem que a manutenção da unidade será fundamental para evitar novos desgastes públicos nos próximos meses.
A expectativa dentro da base é de que as conversas políticas se intensifiquem ao longo do semestre, especialmente diante das discussões sobre espaço partidário, alianças futuras e fortalecimento do grupo que hoje controla o Executivo do Distrito Federal.





































