Foram sete anos e três meses à frente do Palácio do Buriti e, segundo o próprio ex-governador Ibaneis Rocha (MDB/DF), 3.270 obras entregues ao Distrito Federal. Neste sábado (16), sentado diante do jornalista Toni Duarte no programa Vozes da Comunidade — transmitido pelo YouTube e retransmitido por rádios comunitárias do DF e Entorno —, Ibaneis fez o inventário de uma gestão marcada por extremos: o ritmo acelerado de obras e a paralisação forçada pela pandemia, a transformação de regoões periféricas em cidades.
“Eu estou vivendo um período muito gostoso da vida”, disse ele, com a descontração de quem saiu do governo — segundo suas palavras — “com a sensação de que cumpri minha missão”. Mas Ibaneis não está fora da política. Pré-candidato ao Senado Federal, ele divide o tempo entre o escritório e visitas às obras que deixou espalhadas pelas regiões administrativas. “Tem dia que boto três cidades e só dou conta de fazer duas. É tanta coisa.”
Quando falou de qual obra considera o maior símbolo de transformação do DF, Ibaneis escolheu o túnel de Taguatinga. Não por ser a mais cara ou a mais visível, mas pelo que representou para uma região que, segundo ele, estava há anos abandonada. O túnel, combinado com o paisagismo e a reforma da Praça do Relógio, redesenhou o centro da cidade e atraiu de volta empresas que haviam migrado para outras regiões.
“Aquela obra era prometida há muitos e muitos anos. Nós pegamos com força, destravamos todos os processos e entregamos à comunidade”, afirmou. O ex-governador citou ainda a obra de drenagem pluvial da Asa Norte — feita por túneis, sem interdições — como exemplo do tipo de investimento que “pouquíssimos políticos fazem” e cujos resultados só ficam visíveis quando as chuvas chegam. “Tivemos talvez um dos períodos mais chuvosos da história do DF e não tivemos um alagamento sequer na Asa Norte.”
“Todo lugar que você for em Brasília tem grandes obras que foram feitas melhorando a vida de toda a comunidade. Até eu me surpreendo às vezes — não foram 1.500 obras, foram 3.270 entregues ao longo desses sete anos e três meses, “destacou Ibaneis Rocha (MDB), ao Vozes da Comunidade
Região por região : o mapa das transformações
Ibaneis percorreu o DF como se estivesse fazendo uma viagem de carro pelas regiões administrativas, citando obras e impactos com a precisão de quem as acompanhou de perto. No Jardim Botânico, a duplicação da DF-10, a regularização de condomínios e o viaduto que desafogou o trânsito da região. Em Itapoã, a duplicação da DF-250 — que transformou horas de engarrafamento em fluidez — e o Itapoã Parque, maior obra habitacional em andamento no Brasil, com 12.122 moradias e quase 50 mil moradores previstos, todos os serviços públicos incluídos desde a concepção.
Na região norte, o complexo viário Joaquim Domingos Roriz, o viaduto da segunda entrada de Sobradinho e a terceira faixa até Planaltina — ainda em fase final — compõem um conjunto que, segundo Ibaneis, tirou a região do isolamento. Em Sol Nascente, o que era descrito como a maior favela a céu aberto da América Latina hoje tem 100% das ruas calçadas, água encanada, iluminação em LED e equipamentos públicos. No Santa Luzia, a solução encontrada não foi a demolição — que todo mundo previa — mas o saneamento integrado rua a rua, com cartões de R$ 15 mil em material de construção para os moradores reformarem o interior das casas.
“Eu tive uma satisfação enorme de encontrar uma moradora que esteve comigo na campanha de 2018 e virou para mim quase que aos prantos: ‘Eu conheci um homem de verdade, com palavra. E esse homem é o senhor'”, relatou Ibaneis, em um dos momentos da entrevista.
Na área da saúde, o ex-governador reconheceu os impactos da pandemia sobre o ritmo de investimentos. Os recursos que seriam destinados à construção de hospitais foram redirecionados para o combate à Covid-19. Mas, após o fim da crise sanitária, o governo retomou os projetos: lançou as obras dos hospitais do Recanto das Emas, do Guará e de São Sebastião — ainda com processos tramitando no Tribunal de Contas do DF.
Ibaneis entregou sete UPAs ao longo do mandato — partindo de seis existentes — e deixou outras sete em construção para a governadora Celina Leão concluir ainda em 2026. Foram entregues mais de 30 Unidades Básicas de Saúde, ampliada a capacidade cirúrgica do Hospital de Base e do Hospital de Santa Maria, e incluída a pediatria nas UPAs — serviço que, segundo ele, antes não existia nas unidades de pronto atendimento do DF.
Próximo passo político
Ibaneis Rocha deixou claro que o afastamento do governo não significa afastamento da política. Pré-candidato ao Senado Federal, ele usa dois dias por semana para visitar as cidades e as obras que deixou em andamento. Ao lado de Celina Leão, a quem chamou de “uma das mulheres mais fortes” que conheceu, ele sinalizou que seguirá ativo no cenário político do DF, agora de fora do Buriti.
Gestão Ibaneis Rocha em números
Obras entregues: 3.270 ao longo de 7 anos e 3 meses
UPAs: 7 entregues + 7 em construção deixadas para Celina Leão
UBS: mais de 30 unidades básicas de saúde entregues
Habitação: Itapoã Parque — 12.122 moradias, maior obra habitacional em andamento no Brasil
Hospitais em andamento: Recanto das Emas, Guará e São Sebastião
O programa Vozes da Comunidade é apresentado pelo jornalista Toni Duarte, com transmissão semanal pelo YouTube e retransmissão por rádios comunitárias do DF e Entorno, conta com o apoio da Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP).
Acompanhe o Programa na íntegra:








































