A saída de Ibaneis Rocha do comando do Distrito Federal foi marcada por um discurso com recado político claro, a tentativa de consolidar um legado e transferir capital político à sucessora. Após sete anos e três meses no Palácio do Buriti, o agora ex-governador deixou o cargo no fim de março para entrar na disputa por uma vaga no Senado.
Na despedida, Ibaneis desenhou um cenário de estabilidade administrativa e tratou a transição como um movimento raro na política local, ao destacar que entrega um governo estruturado, com base política consolidada e respaldo popular. A fala também funcionou como uma chancela pública à gestão de Celina Leão, que assumiu o comando do DF.
Em tom enfático, ele reforçou a confiança na sucessora e relembrou a construção conjunta do projeto político, desde o período em que a chapa aparecia com índices tímidos nas pesquisas. Segundo Ibaneis, Celina reúne experiência administrativa, firmeza na tomada de decisões e um perfil voltado à atenção social, características que, na avaliação dele, sustentam a continuidade da atual linha de governo.
“O DF chega a esse momento com a casa em ordem e pronto para avançar. E isso fica nas mãos de alguém que conhece cada engrenagem da gestão, que tem pulso para decidir e sensibilidade para governar olhando para quem mais precisa”, afirmou, em versão reescrita do discurso.
O ex-governador foi além e fez uma projeção política direta ao apostar no futuro da nova chefe do Executivo. Para ele, Celina não apenas deve manter o projeto em curso, como pode consolidar uma gestão histórica à frente do Distrito Federal. “A tendência é de continuidade com fortalecimento. Ela tem todas as condições de se firmar politicamente e entregar um dos mandatos mais marcantes que o DF já viu”, declarou.
Ao encerrar a fala, Ibaneis tratou a transição como um gesto de maturidade institucional e reforçou a ideia de continuidade administrativa. Segundo ele, o foco das decisões deve permanecer voltado à população mais vulnerável, linha que, na avaliação do ex-governador, seguirá como eixo da gestão.
A despedida também marca o início de uma nova fase na trajetória política de Ibaneis, que agora direciona forças para a corrida ao Senado, levando consigo o discurso de continuidade, estabilidade e legado construído no comando da capital do país.





































