No tabuleiro da sucessão do Buriti, nem sempre quem brilha no holofote é quem decide o jogo. E é aí que entra Gustavo Rocha (Republicanos), secretário da Casa Civil, nome que, nos bastidores, ganhou força para vice de Celina Leão(PP), com a bênção do governador Ibaneis Rocha (MDB) e com a filiação no Republicanos.
Gustavo Rocha não é daqueles políticos que aparecem em todas as manchetes. Pelo contrário: é discreto, assertivo e pragmático. Mas, sua força está justamente nisso. Sabe ouvir, negociar e resolver. É o tipo de gestor que, para os aliados, é ouro puro; para os adversários, é difícil de decifrar.
Na Casa Civil, Gustavo construiu reputação de “fazedor”. Conduziu crises complexas, articulou acordos com diferentes esferas do poder e manteve boa relação com Executivo, Legislativo e Judiciário. Sua habilidade em transitar entre esses mundos sem alarde, sem autopromoção é rara na política brasiliense.
A escolha de Rocha como vice é estratégica. Ele agrega equilíbrio e pragmatismo à chapa de Celina, complementando a visibilidade e o carisma dela com uma capacidade de articulação silenciosa, mas eficaz, dele. Além disso, a sinalização de Ibaneis Rocha figura central e popular na capital federal, dá legitimidade ao nome, minimizando resistências e reforçando coesão interna.
O eleitor talvez não perceba imediatamente o peso de Gustavo Rocha, mas os partidos, deputados e lideranças locais sabem: ter alguém com trânsito em todas as frentes e histórico de resultados ao lado da candidata é mais do que conveniente é quase indispensável.
No fundo, a presença de Gustavo Rocha mostra a maturidade política da chapa: Celina Leão tem ao lado alguém capaz de fazer a engrenagem funcionar nos bastidores.
No xadrez da política do DF, às vezes o que importa não é quem fala mais alto, mas quem sabe mover as peças certas, na hora certa. Gustavo Rocha já mostrou que sabe. E é justamente por isso que seu nome circular na atmosfera política brasiliense com um peso que poucos imaginavam.








































