Antes da alta para alguns pacientes e em meio ao tratamento de tantos outros, a ala de ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) viveu uma tarde diferente na quinta-feira (18). A equipe de enfermagem promoveu uma festa junina para levar momentos de descontração aos internados, transformando os corredores da unidade em um espaço de convivência, música e celebração.
A programação foi preparada especialmente para pessoas que permanecem internadas por longos períodos devido a fraturas, cirurgias e outros procedimentos ortopédicos. Com bandeirinhas, forró, quadrilha improvisada, leitura de cordel e comidas típicas, a iniciativa buscou reduzir o impacto emocional da hospitalização e aproximar pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.
Responsável pela organização da ação, a enfermeira Thailla Rocha da Silva explica que a proposta nasceu da convivência diária com pacientes que passam semanas longe da família. “Quem permanece muito tempo internado acaba sentindo falta da rotina, das pessoas e das comemorações que acontecem do lado de fora. Pensamos nessa festa para oferecer um momento de alegria e mostrar que o cuidado também passa pelo acolhimento e pela atenção ao lado emocional”, afirmou.
Para que ninguém ficasse de fora, os profissionais mobilizaram pacientes com restrições de mobilidade, levando cadeiras de rodas e macas até o local da comemoração. O objetivo era garantir que todos pudessem participar, independentemente da condição clínica.
Internada há quase dois meses após sofrer uma fratura no fêmur, Lucilene Pereira dos Santos, de 55 anos, participou da programação e destacou a mudança no clima da unidade. “Às vezes, os dias passam devagar quando a gente fica tanto tempo no hospital. Hoje foi diferente. A música, a conversa e a festa fizeram a gente esquecer um pouco das dificuldades e aproveitar o momento”, disse.
A confraternização contou ainda com cachorro-quente, canjica, curau, pipoca, paçoca, bolos e salgados, preparados com o apoio de doações recebidas pela equipe de enfermagem.
Quem também aproveitou a celebração foi Boa Ventura de Jesus Ribeiro Neto, de 49 anos. Depois de 18 dias internado para se recuperar de uma cirurgia no quadril, ele participou da festa poucas horas antes de deixar o hospital. “Sou apaixonado pelas tradições juninas e não podia ir embora sem participar. Foi uma forma muito bonita de encerrar esse período de internação e sair daqui levando uma lembrança feliz”, comentou.
Além de valorizar uma das principais tradições culturais do país, a iniciativa reforçou a importância de ações de humanização dentro do ambiente hospitalar, demonstrando que o cuidado com os pacientes também envolve acolhimento, convivência e bem-estar durante o processo de recuperação.





































