O sistema de transporte escolar da rede pública do Distrito Federal passou por mudanças significativas nos últimos anos, tanto na estrutura quanto na quantidade de estudantes atendidos. Desde 2021, 723 ônibus foram incorporados à operação, o que resultou na renovação de 69,39% da frota utilizada no serviço.
Com a ampliação da estrutura, mais de 70 mil estudantes passaram a utilizar o transporte escolar em 455 escolas da rede pública. Em 2019, o número de usuários era de cerca de 58 mil, o que demonstra um crescimento expressivo no alcance do serviço.
A maior parte dos alunos transportados está matriculada no ensino fundamental, enquanto outra parcela corresponde a estudantes do ensino médio e de outras etapas da educação básica.
A organização do sistema está sob responsabilidade da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), que coordena as rotas e acompanha a execução do serviço pelas empresas contratadas. Nos últimos anos, o modelo operacional foi ajustado para melhorar a qualidade da frota e fortalecer o acompanhamento da operação.
De acordo com a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Lafetá, a renovação dos ônibus foi possível após mudanças na forma de estruturar os contratos do serviço. “A atualização dos critérios técnicos e financeiros permitiu criar condições para que as empresas investissem na substituição dos veículos mais antigos. Esse tipo de mudança exige planejamento, porque o sistema precisa ser viável para todos os envolvidos”, explicou.
Ela ressalta que o acompanhamento constante da operação também contribuiu para melhorar a regularidade do transporte. “O monitoramento das rotas e das condições do serviço tem sido permanente. Isso ajuda a reduzir problemas e garante maior estabilidade para os estudantes que dependem do transporte diariamente”, afirmou.
Para a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da Secretaria de Educação, Fernanda Mateus, o transporte escolar tem impacto direto na rotina dos alunos e no acesso às escolas. “Para muitas famílias, o transporte oferecido pela rede pública é a principal forma de garantir que os estudantes consigam frequentar as aulas regularmente”, destacou.
Segundo ela, o serviço envolve uma logística complexa, já que atende estudantes em diferentes regiões e trajetos. “Estamos falando de um sistema que movimenta milhares de alunos todos os dias. Isso exige planejamento, acompanhamento constante e compromisso com a segurança durante todo o percurso.”
A distribuição dos ônibus acompanha a quantidade de estudantes atendidos em cada região administrativa. Planaltina concentra a maior frota, com 126 veículos destinados ao transporte escolar. Em seguida, aparecem Sobradinho, com 115, e o eixo Guará/Estrutural, com 112.
Também contam com número expressivo de ônibus São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Itapoã e Paranoá, além de outras regiões administrativas que recebem o serviço conforme a demanda de estudantes.
A estudante Rafaela de Paiva, de 13 anos, que cursa o 8º ano, utiliza o transporte escolar há vários anos e percebeu mudanças após a renovação dos veículos. “Os ônibus ficaram mais confortáveis. Alguns têm ar-condicionado, e os bancos são melhores, o que faz diferença principalmente quando o trajeto é mais longo”, contou.
Com centenas de veículos circulando diariamente, o transporte escolar garante o deslocamento de estudantes que vivem em regiões distantes das unidades de ensino ou em áreas onde não há oferta de escolas próximas. A ampliação da frota e do atendimento fortalece o serviço como parte importante da estrutura educacional do Distrito Federal.









































