Estado registra menor taxa de desemprego desde 2012 e aposta em qualificação profissional e estímulo ao empreendedorismo para manter ritmo de crescimento
No Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, milhares de mineiros tiveram um motivo a mais para comemorar. Só nos três primeiros meses de 2025, mais de 75 mil novos postos de trabalho com carteira assinada foram criados em Minas Gerais, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Com esse resultado, o estado alcança a marca de 951.542 empregos formais criados desde 2019, aproximando-se da meta de 1 milhão de vagas até 2026.
O saldo positivo reflete uma série de estratégias adotadas pelo Governo de Minas para estimular o mercado de trabalho. Em março deste ano, o estado fechou com 18.169 novas vagas formais — um desempenho que manteve Minas como o segundo maior empregador do país, com um estoque de 4,98 milhões de trabalhadores empregados, atrás apenas de São Paulo.
Desemprego em baixa: a melhor taxa em mais de uma década
Outro indicador que reforça o bom momento é a taxa de desemprego, que atingiu 4,3% em 2024 — o menor nível registrado desde 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O índice está abaixo da média nacional e indica uma situação próxima do pleno emprego no estado.
Segundo o governo, esse avanço é sustentado por dois pilares: atração de investimentos e qualificação profissional. E é justamente nessa segunda frente que o estado tem concentrado esforços.
Qualificação e empreendedorismo no centro da estratégia
O programa Minas Forma, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), tem sido uma das principais apostas do governo para capacitar trabalhadores em situação de vulnerabilidade. Presente em 111 municípios, a iniciativa oferece cursos de curta e média duração em áreas estratégicas como turismo, cultura, serviços e produção rural.
Outra vertente do programa, o Comunidade Empreendedora, é voltada ao fortalecimento de pequenos negócios. Com apoio do Sebrae-MG, são oferecidos 57 cursos gratuitos, com foco nas demandas locais. O objetivo é mapear cerca de 15 mil empreendedores — formais e informais — em comunidades das regiões Metropolitana, Triângulo Mineiro e Norte de Minas.
Sine e Ponte Digital: portas de entrada para o mercado
O estado também aposta em infraestrutura de atendimento ao trabalhador. São 133 unidades do Sine espalhadas por Minas Gerais, que oferecem serviços como intermediação de mão de obra, solicitação de seguro-desemprego e orientação para o primeiro emprego. Desde 2019, o sistema realizou quase 7 milhões de atendimentos e encaminhou cerca de 2 milhões de pessoas para vagas.
Com o avanço da tecnologia, o atendimento ganhou um reforço importante com o projeto Ponte Digital, que amplia o acesso a serviços online — como a emissão da carteira de trabalho digital e o cadastro de currículos. Até agora, 25 municípios já aderiram à iniciativa, sendo que 15 já contam com atendimento em funcionamento.
Trabalho como eixo do desenvolvimento
O conjunto dessas ações mostra que Minas não depende apenas do bom momento econômico. Há uma política ativa de inserção no mercado de trabalho, especialmente para quem mais precisa. Os números celebrados neste 1º de maio são o retrato de uma estratégia de longo prazo, que tem colocado o trabalho no centro do desenvolvimento mineiro.
E, ao que tudo indica, a meta de 1 milhão de empregos está cada vez mais próxima — com impacto direto na vida de quem encontra no emprego formal uma chance real de mudar de vida.







































