Os crimes contra a infraestrutura da rede elétrica voltaram a preocupar no Distrito Federal. Em meio ao crescimento dos furtos de cabos, a Neoenergia Brasília registrou aumento nos gastos com reparos e reforçou o monitoramento de pontos considerados mais vulneráveis para tentar conter a ação dos criminosos.
De janeiro a junho deste ano, a distribuidora contabilizou 739 furtos e tentativas de furto de cabos, um crescimento de 31,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume representa uma média superior a quatro ocorrências por dia.
Além dos prejuízos financeiros, as ações afetam diretamente a operação do sistema elétrico. A retirada dos cabos pode interromper o fornecimento de energia, provocar oscilações na rede e exigir intervenções técnicas complexas para restabelecer o serviço, principalmente em trechos com infraestrutura subterrânea.
Somente no primeiro semestre, a concessionária desembolsou mais de R$ 200 mil para substituir materiais danificados e executar os reparos necessários. Em todo o ano passado, esse custo alcançou R$ 450 mil.
O levantamento mostra que o Plano Piloto permanece como a região mais afetada pelo problema. As ocorrências registradas nas Asas Norte e Sul somaram 436 casos entre janeiro e junho. Águas Claras aparece na sequência, com 47 registros, enquanto o Guará contabilizou 42.
Segundo a Neoenergia, o enfrentamento ao furto de cabos depende de uma atuação integrada entre a concessionária e os órgãos de segurança pública. A empresa afirma que ampliou o uso de tecnologias de proteção e intensificou a fiscalização da rede para reduzir a vulnerabilidade dos equipamentos.
Embora operações conjuntas tenham contribuído para diminuir em 14% os furtos consumados ao longo de 2024, os indicadores deste ano mostram que a prática voltou a crescer, reacendendo o alerta para os impactos causados tanto à infraestrutura elétrica quanto aos consumidores.






































