A conta de luz continuará mais cara em julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quinta-feira (26) que a bandeira tarifária permanecerá amarela no próximo mês. Com isso, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) seguirão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela ocorre por causa da redução das chuvas em grande parte do país. Com menos água nos reservatórios das hidrelétricas, aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custo de geração mais elevado.
Na prática, o valor extra é cobrado de acordo com o consumo de energia de cada imóvel. Quanto maior o gasto de eletricidade, maior será o impacto da tarifa adicional na conta.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para indicar ao consumidor quanto custa gerar energia no país. Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições de geração e estima os custos para atender à demanda. Com base nesse cenário, a agência define qual bandeira será aplicada.
Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional. Na amarela, o acréscimo é de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Já na bandeira vermelha, os valores sobem para R$ 4,46 por 100 kWh no patamar 1 e R$ 7,87 no patamar 2, quando os custos de geração são ainda maiores.
A decisão mantém o alerta para o consumo consciente de energia durante o período de estiagem, quando a produção das hidrelétricas costuma cair e o sistema elétrico depende de fontes mais caras para garantir o abastecimento.






































