Levar conectividade e infraestrutura tecnológica às escolas públicas situadas fora dos grandes centros urbanos é um passo fundamental para reduzir desigualdades no acesso à educação. No Distrito Federal, o projeto Educa.Conecta tem promovido a implantação de soluções digitais em unidades da rede pública localizadas em áreas rurais, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).
A iniciativa foi desenvolvida a partir do edital Demanda Induzida da Fundação e busca enfrentar um desafio recorrente nessas regiões: a dificuldade de acesso à internet e a recursos tecnológicos que apoiem o processo de ensino e aprendizagem. A necessidade de avançar nesse campo tornou-se ainda mais evidente durante o período de ensino remoto, quando a ausência de conectividade limitou a participação de estudantes nas atividades escolares.
Coordenado pelo professor doutor Carlos Enrique Carrasco Gutierrez e executado pela Universidade Católica de Brasília, o projeto atua diretamente na implantação de laboratórios digitais em escolas públicas rurais. Os espaços contam com computadores e acesso à internet, permitindo que a tecnologia passe a integrar o cotidiano das atividades pedagógicas.
Para garantir o funcionamento da estrutura em locais onde a conectividade convencional é limitada, o projeto utiliza internet via satélite. Além disso, foram instalados sistemas de geração de energia solar com armazenamento em baterias, assegurando autonomia no fornecimento de energia e viabilizando o uso contínuo dos equipamentos.
Com a nova infraestrutura, professores passaram a incorporar ferramentas digitais às estratégias de ensino, enquanto estudantes tiveram acesso ampliado a conteúdos educacionais e recursos de pesquisa. O projeto também prevê ações de formação para docentes e alunos, com foco no desenvolvimento de habilidades digitais e no uso pedagógico das tecnologias.
“A parceria com a FAPDF possibilitou viabilizar a instalação dos equipamentos e estruturar um ambiente que favorece o uso das tecnologias no ensino. Esse apoio foi decisivo para que a proposta se concretizasse e pudesse gerar resultados nas escolas atendidas”, destaca o coordenador Carlos Enrique Carrasco Gutierrez.
Além da implantação física dos laboratórios, a iniciativa inclui monitoramento técnico e análise dos efeitos da conectividade no ambiente escolar. O acompanhamento busca compreender de que forma o acesso às tecnologias pode contribuir para o engajamento dos estudantes e para o fortalecimento das práticas pedagógicas.
Com resultados iniciais positivos, o projeto aponta caminhos para ampliar o uso da conectividade como ferramenta de apoio ao ensino público em áreas com maior vulnerabilidade de acesso, reforçando o papel da tecnologia na redução de desigualdades educacionais.









































