O Governo do Distrito Federal abriu nova etapa para manter em funcionamento a rede de atendimento do Cadastro Único. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) publicou edital para selecionar uma organização da sociedade civil que ficará responsável pela gestão de 13 unidades fixas voltadas ao serviço no DF.
A medida ocorre diante do encerramento do contrato atual e tem como objetivo evitar qualquer descontinuidade no atendimento à população de baixa renda. As entidades interessadas poderão enviar propostas até 22 de maio, por meio da plataforma digital de parcerias do GDF. A expectativa é concluir a seleção nas próximas semanas e garantir a transição ainda no primeiro semestre.
A secretária interina da pasta, Jackeline Canhedo, ressalta que a manutenção da estrutura é estratégica para o funcionamento da política social no DF. “Esses postos foram criados para dar vazão à procura reprimida e tornar o atendimento mais rápido. Com o fim do contrato vigente, precisamos garantir uma nova parceria para que as famílias não sejam prejudicadas nem corram o risco de perder benefícios por falta de atualização”, afirmou.
O investimento previsto para a execução do serviço é de R$ 24,5 milhões. A distribuição das unidades seguirá concentrada nas regiões administrativas com maior número de famílias inscritas, o que facilita o acesso e reduz a necessidade de deslocamentos longos.
Além de organizar o acesso a programas sociais, o Cadastro Único funciona como base de dados para o poder público. O sistema reúne informações detalhadas sobre renda, composição familiar e condições de vida, permitindo direcionar políticas públicas com maior precisão.
Programas federais como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Tarifa Social de Energia Elétrica, Auxílio Gás e Minha Casa, Minha Vida utilizam essas informações para selecionar beneficiários. No âmbito local, o banco de dados também é utilizado em iniciativas do próprio GDF, como o DF Social.
Jackeline Canhedo também destacou o impacto da rede exclusiva no fluxo de atendimento da assistência social. “Quando estruturamos esses pontos específicos para o Cadastro Único, conseguimos desafogar os Cras e organizar melhor os serviços. As entrevistas passaram a ser concentradas nesses locais, abrindo espaço para que outras demandas socioassistenciais fossem atendidas com mais eficiência”, explicou.
O edital estabelece, ainda, critérios para o funcionamento das unidades, incluindo garantia de sigilo das informações, acessibilidade para pessoas com deficiência e orientação às famílias em situação de vulnerabilidade. Durante o atendimento, também serão feitas consultas aos sistemas federais ligados aos programas sociais.
O acesso aos postos segue mediante agendamento, que pode ser feito por telefone, pela internet ou por encaminhamento das unidades da rede socioassistencial.








































