Poucas horas depois de assumir o governo do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) decidiu testar um caminho menos protocolar e mais direto: sair do gabinete e instalar o governo, ainda que temporariamente, dentro das cidades. A iniciativa ganhou nome , “GDF na Sua Porta” e, segundo ela, tem como objetivo acelerar respostas e aproximar a gestão da rotina de quem depende dos serviços públicos.
Em entrevista ao jornalista Toni Duarte no programa Vozes da Comunidade, no último sábado (11), Celina Leão descreveu o projeto como uma tentativa de “virar a lógica” da administração. Em vez de esperar que demandas cheguem formalizadas às secretarias, a equipe vai até as regiões do DF, ouve gestores locais e moradores e, a partir daí, define prioridades.
A estréia do “GDF na Sua Porta” foi no Itapoã. Em dois dias, a passagem do governo pela região resultou em uma lista concreta de intervenções: pavimentação de vias, instalação de paradas de ônibus, recuperação de áreas de lazer, implantação de campo sintético e previsão de unidade básica de saúde. Ao todo, foram 17 ordens de serviço assinadas no local.
Mais do que o volume de anúncios, o método chama atenção. Durante aentrevista a governadora Celina Leão relata que chegou à cidade acompanhada de secretários, promoveu reuniões com o administrador regional e abriu espaço para conversas diretas com a população . “Era dia de trabalho. A gente foi ouvir, ver e resolver”, destacou Celina Leão.
A presença física da governadora e do alto escalão tende a encurtar etapas que, no modelo tradicional, passam por diagnósticos mais longos e trâmites internos. Ao reunir diferentes áreas do governo no mesmo espaço, decisões que poderiam levar meses são tomadas em sequência, com execução já encaminhada.
Na prática, o impacto esperado se dá em duas frentes: de um lado, dar mais agilidade a obras e serviços considerados urgentes; de outro, a incorporação mais imediata das demandas locais no planejamento do governo. Ao colocar técnicos, secretários e a própria governadora diante das realidades específicas de cada região, o programa tende a reduzir ruídos entre diagnóstico e execução.
A iniciativa ainda está em fase inicial, mas já indica uma linha de atuação centrada na presença territorial e na escuta direta. A expectativa do governo é ampliar o programa para outras regiões administrativas, mantendo o formato de imersão e priorização rápida de demandas apresentadas pela própria comunidade.










































