Milhares de eleitores do Distrito Federal correm contra o tempo para evitar restrições causadas por pendências com a Justiça Eleitoral. O prazo para atualizar a situação do título termina nesta quarta-feira (6), data-limite para resolver problemas como cancelamento do documento, ausência de biometria e débitos eleitorais antes do fechamento do cadastro nacional.
Dados do Tribunal Regional Eleitoral do DF apontam que cerca de 270 mil pessoas estão com o título cancelado na capital, enquanto aproximadamente 130 mil ainda não fizeram o cadastramento biométrico. A regularização é necessária para garantir a participação nas eleições de outubro e manter o acesso a diversos serviços públicos.
O cancelamento acontece quando o cidadão deixa de votar, justificar a ausência ou pagar a multa referente a três eleições seguidas. Cada turno é contabilizado separadamente pela Justiça Eleitoral, o que aumenta o risco de bloqueio do documento para quem acumula pendências ao longo dos últimos pleitos.
Quem precisa resolver a situação pode utilizar os serviços digitais da Justiça Eleitoral, disponíveis no sistema de Autoatendimento Eleitoral. Pela plataforma, é possível emitir boletos, atualizar dados cadastrais e consultar irregularidades. A multa por ausência sem justificativa custa R$ 3,50 por turno.
O atendimento presencial também segue disponível na Central de Atendimento ao Eleitor, localizada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). O funcionamento ocorre das 8h às 18h, sem necessidade de agendamento. Para ser atendido, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência. Em outras unidades eleitorais, o serviço pode exigir agendamento prévio.
A verificação da situação eleitoral pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou no portal do Tribunal Superior Eleitoral. O sistema informa se há débitos, necessidade de comparecimento ao cartório ou outras pendências que impeçam a regularidade do cadastro.
Após o encerramento do prazo, nenhuma alteração poderá ser realizada no cadastro eleitoral até o fim das eleições. Além de impedir o voto, a irregularidade eleitoral pode gerar dificuldades para emissão de passaporte, matrícula em instituições públicas e posse em cargos públicos.






































