O Governo do Distrito Federal vai levar à Câmara Legislativa, nos próximos dias, uma proposta que mira diretamente na redução das filas por cirurgias eletivas. O projeto cria a Tabela SUS-DF, um novo mecanismo para ampliar a oferta de procedimentos e dar mais velocidade ao atendimento na rede pública.
A medida aposta em uma mudança estrutural no modelo atual. Em vez de processos restritivos, o texto prevê um credenciamento aberto e contínuo para cirurgias de média complexidade, permitindo a entrada de novos prestadores e reduzindo barreiras administrativas que hoje travam o sistema.
Com a nova lógica, hospitais e clínicas de todo o país poderão se habilitar para atender pacientes do DF. A abertura nacional é vista pelo governo como um passo estratégico para aumentar rapidamente a capacidade instalada e enfrentar o volume acumulado de demandas.
Além disso, o projeto propõe a atualização dos valores pagos pelos procedimentos, com base em parâmetros mais próximos da realidade local. A intenção é tornar o modelo mais viável para os prestadores e, ao mesmo tempo, garantir um maior volume de cirurgias realizadas.
Ao comentar a iniciativa, a governadora Celina Leão destacou que a proposta busca dar mais eficiência à rede pública e encurtar o tempo de espera dos pacientes. “A gente precisa destravar o sistema para que ele funcione de forma mais ágil. A proposta amplia o número de unidades que podem atender e cria condições para que mais cirurgias sejam realizadas em menos tempo. O foco é claro: reduzir filas e melhorar a resposta à população”, afirmou.
A expectativa do Executivo é que a tramitação ocorra com rapidez na Câmara Legislativa, abrindo caminho para a implementação do novo modelo ainda neste ano.









































