A colheita da safra de soja 2025/2026 no Distrito Federal foi oficialmente iniciada na última quinta-feira (26), após decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha durante a AgroBrasília 2025. A medida consolida a data como marco simbólico de abertura da principal atividade agrícola do DF, que hoje ocupa posição central na economia rural da capital.
Ao instituir o calendário, Ibaneis ressaltou que a soja deixou de ser apenas uma cultura agrícola para se tornar um vetor estruturante do desenvolvimento econômico no campo. “Estamos falando de uma cadeia que gera emprego, renda e movimenta a economia do Distrito Federal. Estabelecer o início oficial da colheita é reconhecer o peso desse setor e valorizar quem produz”, afirmou.
A nova safra deve confirmar a tendência de expansão da cultura no DF. A área plantada deve crescer cerca de 5%, alcançando 94,1 mil hectares. A estimativa é de produção superior a 330 mil toneladas, mantendo a oleaginosa como principal motor do agronegócio local.
O plantio foi realizado entre o fim de outubro e o início de novembro de 2025, após a regularização do regime de chuvas. Regiões como Planaltina, Pipiripau, Rio Preto, São Sebastião, Sobradinho e o PAD-DF concentram os maiores índices de produtividade, impulsionadas pelo uso de tecnologia e manejo avançado.
Segundo o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, o desempenho das lavouras foi favorecido por condições climáticas mais equilibradas ao longo do ciclo. “O ano passado já registrou produção recorde, graças à boa distribuição das chuvas e à sanidade das lavouras. Para esta safra, a expectativa é ainda melhor, com menor incidência de ferrugem asiática e possibilidade de aumento de produtividade entre 4% e 5%”, explicou.
Atualmente, nas áreas irrigadas, a soja está na fase de formação de vagens, enquanto, nas áreas de sequeiro, os cultivos variam entre os estágios vegetativo e reprodutivo. O cenário geral é considerado positivo pelos produtores.
Para José Brilhante Neto, produtor do PAD-DF e presidente do Sindicato Rural do DF, a normalização das chuvas ao longo do desenvolvimento da lavoura foi determinante. “Mesmo com o atraso inicial das precipitações, elas se ajustaram durante o ciclo e garantiram boas condições para o crescimento das plantas. A tendência é de aumento relevante na produtividade”, avaliou.
O impacto da cultura vai além do campo. A soja tem participação expressiva no Valor Bruto da Produção Agropecuária do DF e sustenta uma cadeia que envolve logística, insumos, tecnologia e exportação.
De acordo com o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o início da colheita reafirma a maturidade produtiva do setor. “A soja hoje é um dos pilares da economia rural do Distrito Federal. Ela movimenta negócios, gera oportunidades e demonstra o nível tecnológico alcançado pelos produtores da região”, disse.
Na safra anterior (2024/2025), a área plantada superou 72 mil hectares, com produção acima de 320 mil toneladas. Parte significativa foi destinada ao mercado de grãos comerciais.
Hoje, cerca de 1.031 produtores cultivam soja em aproximadamente 600 propriedades cadastradas no Sistema de Informações em Defesa Agropecuária do DF (Siagro-DF). O DF já exporta para mercados internacionais, como o Paquistão, ampliando sua presença no comércio global.
Com expansão de área, ganhos de produtividade e inserção internacional, a nova safra reforça o papel da soja como principal eixo do agronegócio do Distrito Federal.









































