Em dezembro de 2025 foram retiraram R$ 429,18 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro em dezembro do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Banco Central. Apesar dos saques, ainda restam R$ 10,27 bilhões disponíveis para resgate por pessoas físicas e empresas.
O dinheiro pode ser consultado por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço criado pelo BC para que cidadãos verifiquem se têm recursos parados em bancos, consórcios, financeiras ou corretoras. Desde a criação do sistema, já foram devolvidos R$ 13,35 bilhões.
Para fazer a consulta inicial, não é necessário login. Basta informar CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura da empresa, inclusive no caso de empresas já encerradas. Se houver valores a receber, o cidadão precisa acessar o sistema com conta Gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas para pedir o resgate.
O dinheiro pode ser solicitado diretamente à instituição responsável, pelo próprio sistema ou por meio da função de resgate automático. Nessa última opção, o crédito é feito diretamente na conta do beneficiário sempre que houver valores disponíveis. O recurso é exclusivo para pessoas físicas com chave Pix vinculada ao CPF, e a adesão é opcional.
Os valores esquecidos têm diversas origens, como contas-correntes e poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, recursos de consórcios finalizados e contas mantidas em corretoras já encerradas.
Quem ainda não sacou
Até o fim de dezembro, 37 milhões de correntistas já haviam retirado valores, sendo 33,2 milhões de pessoas físicas e 3,8 milhões de empresas. Por outro lado, 54,6 milhões de beneficiários ainda não fizeram o saque — a maioria pessoas físicas.
Segundo o BC, a maior parte dos valores é de pequena quantia. Cerca de 65% dos beneficiários têm até R$ 10 a receber. Outros 23,3% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Apenas 1,87% têm direito a mais de R$ 1 mil.
Alerta de golpes
O Banco Central alerta para tentativas de golpe envolvendo suposta intermediação para resgate de valores esquecidos. A instituição reforça que todos os serviços do SVR são gratuitos e que não envia links nem entra em contato para pedir dados pessoais ou senhas.
O BC orienta que os cidadãos não compartilhem informações sensíveis e façam consultas apenas pelos canais oficiais.








































