Moradores do Distrito Federal terão uma nova oportunidade de proteger cães e gatos contra a raiva neste sábado (29). A campanha de vacinação antirrábica segue com atendimento gratuito em diferentes regiões e busca manter os animais domésticos protegidos contra uma doença que também pode ser transmitida aos seres humanos.
A etapa realizada no sábado (22) alcançou as áreas urbanas do DF com aproximadamente 160 locais de vacinação. Para quem não conseguiu levar o animal, a programação continua neste fim de semana. Também há pontos fixos disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Podem ser vacinados cães e gatos com idade a partir de três meses. A dose deve ser renovada anualmente para garantir a proteção. A vacinação é considerada a principal medida preventiva contra a raiva, enfermidade causada por vírus que pode levar animais e pessoas à morte.
A aposentada Tereza Abreu aproveitou a campanha para levar Roque, cachorro de 14 anos, para receber a dose. Tutora do animal há anos, ela defende que a vacinação faça parte dos cuidados básicos com os pets.
“Eu vejo o animal como um ser e não como uma coisa. É preciso cuidar deles com a mesma atenção que temos com a nossa própria saúde. O Roque é vacinado todos os anos e eu procuro acompanhar as campanhas”, disse.
A necessidade de manter os animais imunizados ganhou atenção especial após a confirmação de um caso de raiva em um cão no Lago Norte. O episódio interrompeu um longo período sem registros da doença em animais domésticos no DF. O último caso em cães havia sido registrado em 2000, enquanto entre gatos não havia ocorrência desde 2001.
Apesar desse intervalo, o vírus continua presente no ambiente, sobretudo entre morcegos e outros animais silvestres. Por isso, a vacinação dos pets permanece importante mesmo quando não há casos recentes em cães e gatos.
Os tutores podem consultar a relação dos locais que participam da campanha nos canais da Secretaria de Saúde do DF. A orientação é verificar previamente o ponto mais próximo e levar o animal para receber a imunização dentro do período indicado.
Em caso de mordida, arranhão ou qualquer outra situação envolvendo um animal que possa transmitir o vírus, a pessoa deve procurar atendimento médico. Hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) podem avaliar o risco e indicar as medidas necessárias para evitar o desenvolvimento da doença.
A prevenção começa com a vacinação dos animais, mas a atenção deve continuar diante de qualquer possível exposição ao vírus.










































