Quase três semanas após o início oficial do prazo, apenas 17,75% dos contribuintes entregaram a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2025. Até as 17h desta sexta-feira (31), a Receita Federal havia recebido pouco mais de 8,2 milhões de declarações — um número ainda distante da meta de 46,2 milhões esperada para este ano.
A baixa adesão até o momento pode estar relacionada a um fator inusitado: o atraso na liberação dos dados para a declaração pré-preenchida, que costuma facilitar a vida do contribuinte.
Este ano, por conta da greve dos auditores fiscais da Receita, a funcionalidade só começou a operar plenamente no dia 1º de abril. Desde então, pouco mais de 2,8 milhões de brasileiros já optaram por essa versão automatizada do documento.
O prazo para a entrega da declaração termina no dia 30 de maio, às 23h59, e não há previsão de prorrogação. Ou seja, quem costuma deixar tudo para a última hora precisa começar a se organizar — especialmente para evitar problemas com o Leão ou ficar por fora dos primeiros lotes de restituição.
Quem precisa declarar?
Estão obrigados a declarar todos os brasileiros que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2024. Quem teve receita bruta com atividade rural superior a R$ 169.440 também entra na lista. Já quem recebeu até dois salários mínimos mensais no ano passado está dispensado — salvo em casos em que se encaixe em outros critérios obrigatórios, como posse de bens ou investimentos.
O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março e pode ser acessado pelo site da Receita Federal ou por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para celulares.
Com um crescimento esperado de quase 7% no número total de declarações em relação a 2024, a Receita Federal reforça a importância de não deixar para a última hora. Além do risco de congestionamento no sistema, quem entrega fora do prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74 — e pode ter problemas para obter crédito, fazer empréstimos ou até sair do país.