Mais de 10 milhões de brasileiros podem ter uma grata surpresa: valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep estarão disponíveis para saque a partir de 28 de março. No total, são R$ 26,3 bilhões esperando para serem resgatados. O valor médio disponível por pessoa gira em torno de R$ 2,8 mil, mas pode variar conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época.
O saldo pertence a trabalhadores do setor privado e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 e ainda não retiraram os recursos. Se você ou um familiar se encaixa nesse perfil, é hora de verificar se há dinheiro disponível para saque.
Como consultar e sacar o dinheiro esquecido?
Para descobrir se você tem valores disponíveis, basta acessar a plataforma Repis Cidadão, criada pelo governo federal para facilitar o acesso a essas informações. Veja o passo a passo:
- Acesse repiscidadao.fazenda.gov.br;
- Clique em “Entrar com gov.br” e faça login (conta nível prata ou ouro);
- Insira o NIS (Número de Identificação Social), encontrado na carteira de trabalho, no Meu INSS ou no extrato do FGTS;
- Clique em “Pesquisar” para verificar se há valores disponíveis.
Caso tenha direito ao saque, o valor pode ser retirado na Caixa Econômica Federal, presencialmente ou via aplicativo do FGTS.
Quem pode sacar?
- O próprio trabalhador: Basta apresentar um documento de identidade oficial com foto.
- Herdeiros de beneficiários falecidos: É necessário apresentar documentos adicionais, como:
- Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes;
- Declaração de dependentes habilitados à pensão por morte;
- Autorização judicial ou escritura pública assinada pelos sucessores.
Prazo para saque
O prazo final para retirar os valores é setembro de 2028. Caso contrário, o dinheiro será definitivamente incorporado ao Tesouro Nacional e não poderá mais ser recuperado.
O que era o PIS/Pasep e por que esse dinheiro ficou esquecido?
O PIS/Pasep foi criado na década de 1970 para formar uma espécie de poupança para trabalhadores. O programa foi unificado em 1975 e extinto em 1988, dando lugar ao abono salarial atual. Em 2020, as cotas remanescentes foram transferidas para o FGTS, e em 2023, para o Tesouro Nacional.
Muitos trabalhadores e herdeiros desconhecem a existência desses valores, o que levou ao grande volume de dinheiro esquecido.